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Se partir é a solução então eu vou. Vou por mais que doa e por mais que ache errado, tenho de ir. Não sei viver assim, não sei mesmo. Debaixo de ordens, cedendo a vontades de outros. Estou entre a espada e a parede e tenho de respeitar o que sinto acima de tudo. Não posso seguir a vida toda a ceder. Gostava que me entendessem e me apoiassem, pois sei que gostam de mim. Mas a maneira como o demonstram é estranha, a forma de me tentarem apoiar não é a melhor. Deixem lá, vou deixar-vos em paz e partir. Acredito que nenhum de nós quer verdadeiramente que eu vá. Eu já disse que não queria, mas se vos perturbo assim tanto com a minha maneira de viver a vida, assim o farei. Vou, magoada, triste. Nem sei se voltarei ou não. Mas sinto que indo, ser-me-à difícil voltar. Céus, nunca imaginei que realmente me virassem as costas. Pensam que faço tudo para vos provocar e magoar. Sigo os meus sentimentos e não abdicarei deles. Não me envergonho de gostar de alguém. Tentarem controlar a minha vida, os meus horários e os meus hábitos não é solução, nem forma de vida.

Mais uma vez desculpem ser uma enorme desilusão, lamento que de repente não consigam ver quem eu sou e esqueçam o que ficou para trás... Estou de consciência tranquila.
Fazer as malas, pegar em cada pedaço de mim que não está preso a estas paredes e fechar a porta atrás de mim.
Fiquem bem, adeus.

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