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Ano novo, vida nova?

Às vezes ponho-me a pensar e não entendo porque raio se criaram os anos. São apenas mais uma maneira de nos mostrar que o tempo passa e que a vida é, realmente, curta. Ou então são um pretexto para se apanhar a bela de uma bebedeira. É verdade.
Poucos são aqueles que vêem o ano novo como o início de algo. Renascimento. Não estou a julgar ninguém, também poucas vezes, ou até nenhuma foi esse o significado do ano novo para mim. Até porque, por esse ponto de vista o fim do ano seria como o Natal, quando homem quer. hoje, amanhã, todos os dias... Porque todos os dias renascemos, enfrentamos novas barreiras, traçamos novos objectivos. Cada dia é uma vida.(É mais fácil dizer do que fazer, é preciso um bom esforço para saber levar a vida dessa maneira, mas recompensa)

Talvez em 2009 eu faça tudo o que prometi fazer nos anos anteriores e não fiz. Talvez não.
Não sei. Vou deixá-lo chegar, recebê-lo com carinho e boa disposição. Sei que me trará momentos muito importantes e marcantes. E eu estarei aqui ansiosa à espera.

De resto... Apenas

Paz e Amor

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a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
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