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A mostrar mensagens com a etiqueta bem-estar
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
abro a janela e vejo o mundo lá fora. todos os grupos, juntos entre si e separados por barreiras invisiveis, que estão lá, não sei sabe bem porquê. é sábado à noite, momento de socializar, sair, beber um copo e conversar. vejo lá fora tudo isso acontecer. e, no entanto, eu estou aqui. pergunto-me porquê e tento perceber também como me sinto em relação a isso. estou em casa e não lá fora, por escolha própria. podia facilmente calçar-me, pegar nas chaves e bater a porta. estou em casa também, porque não tenho companhia para essa socialização e hoje, não me apetece sair sozinha. começo a sentir-me em paz com isto. onde antes habitava uma inquietude, uma frustração, uma ansiedade por algo que não sei (nunca soube) dizer o que é, agora mora uma calma e tranquilidade. penso que tudo isto faz parte de um ciclo. estou em fase de mudança. já dura há alguma tempo, umas partes foram mais difíceis de aceitar e integrar, outras mais fáceis. esta ainda não sei em que lado a colocar. sinto-me d...

hoje não chove em mim

Chove. Chove imenso lá fora. Mantenho-me dentro, no quentinho. A cama é demasiado confortável para sair e não há nada que me chame para a vida cinzenta lá fora. Por isso, fico aqui, no aconchego do edredon que me abraça. E penso ou medito. Deixo os meus pensamentos surgirem e desaparecerem conforme lhes apetece. Em imagens, sons, cores, vozes, cheiros, palavras. Vão e vêm. Tento perceber o que sinto que cada coisa que me surge, mas não as prendo. Tudo flui num misto de realidade, sonho e pensamento, numa espécie de familiaridade estranha. O meu corpo está leve, a minha mente também. Vale a pena dedicar tempo a estar sozinho e aproveitar a nossa própria companhia. Aprendemos a sentir conforto, ao invés da solidão que sentíamos inicialmente, ou que julgávamos sentir. Demorei tempo a saber parar e apreciar estes momentos e, por vezes, ainda me custa. Mas ultimamente cada vez menos. Talvez seja porque estar sozinha me surge agora como uma opção, e não como obrigação, então há uma certa s...
A perfeição é uma merda. É tudo o que me apetece dizer hoje. Andamos tão preocupados para tentarmos fazer tudo bem, tudo justo, tudo perfeito. Porquê? Para quê? Para quem? Depois paramos, olhamos para dentro e é um vazio. Um buraco enorme no local onde deveria estar aquilo que somos e sentimos. Onde deveria estar aquilo que queremos. Mas fica só um vazio, que até poderia estar cheio de perfeição e mais umas quantas ideias utópicas, mas não está. É um vazio cheio de frustração, tristeza e culpa. Porque a perfeição é uma merda, uma expectativa exagerada que podemos por em cada pontinho da nossa vida, que apenas tem o objetivo de se rir na nossa cara. Eu só quero olhar para dentro e reconhecer-me.  E eu não sou um vazio, não é isso que quero ver. Também não sou perfeição, não é isso que quero encontrar.

Entre a solidão e as pessoas

Vagueio por aí, sei lá onde vou. Podem perguntar ao meu cérebro, também não deve saber. Só quero andar, procurar não-sei-o-quê. Quero estar sozinha no meio de pessoas, no meio da cidade. Faz-me sentir viva. Faz-me sentir próxima, mas sem ter que me dar. Por isso, passeio-me tantas vezes, sem destino, vou com a máquina na mão, procuro estar em contacto com o que sinto, com as minhas emoções, atenta ao presente: no meu corpo e à volta dele. Reparo nos pormenores. Percebo que, por vezes, olho para um sítio e apetece-me chorar. Emociona-me. Se calhar recorda-me de outros tempos, se calhar faz-me imaginar outras vidas. E choro. Percebo que, por vezes, a vista da cidade é a minha melhor companhia, relaxa-me, enche-me de tranquilidade. Nem preciso de pôr música no telemóvel, ela toca diretamente na minha mente, em sintonia com o que vejo, com o que penso e sinto, no momento. Vagueio por aí, entre a solidão e as pessoas. Entre um cansaço de mim e uma vontade incessante de me conhecer mel...

comecei a divagar...

Há coisas que nunca nos explicam. Crescemos sem saber coisas tão importantes. Um dia hei-de perceber porque fazem tabu de coisas tão importantes na nossa vida. Dizem que o amor é importante, mas depois têm medo de falar sobre o bicho que é "fazer amor". Eventualmente, tentam até proibir esse ato tão pecaminoso. Não é afinal aquilo que deveríamos fazer todos os dias? Fazer, ser, dar? Ninguém ensina que fazer amor pode acontecer com alguém do mesmo sexo. Ninguém ensina que fazer amor com várias pessoas. Ninguém ensina que fazer amor é uma coisa boa, sempre. Ninguém ensina que fazer amor é uma partilha. Ninguém ensina que fazer amor é ser, estar e sentir no momento. Ninguém ensina que fazer amor pode acontecer num caso de uma noite. Ninguém nos ensina que podemos amar imenso uma pessoa e não conseguir fazer amor com ela. Ninguém nos ensina que há uma diversidade imensa de fazer amor e nenhuma delas é mais certa do que a outra. Ninguém nos ensina que não é por fazemos ...
Dizem que em vez de desistir, temos de aprender a parar e descansar. Eu acho que também é importante aprendermos a distinguir: distinguir o que vale a pena. Há situações em que parar e descansar não é o suficiente, na verdade, não muda nada. Só faz com que permaneça tudo igual, durante mais tempo. Só acalmamos a nossa mente, mas o contexto está igual. E não era a mente que queríamos mudar. Não era na mente que estava a questão. Era fora, e parar e descansar, não permitiu mudança. Há situações em que vale a pena. Afastamo-nos da situação, vemos de fora, ganhamos perspetiva e conseguimos ver o panorama geral do que se passa. Conseguimos compreender, agora, depois de pararmos e descansarmos, o que antes nos parecia incompreensível. A nossa mente mudou, avançou e isso fez com que o mundo à nossa volta ganhasse novos contornos, novas cores. Parar, fez sentido. Acredito que é importante sermos capazes de ver a situação de fora, colocarmo-nos no papel do outro, de outros. Praticarmos ...

A saúde mental é para todos.

Tive problemas de ansiedade, depressão e alimentação. Foram anos confusos para mim. Mesmo agora, relembrando, tudo é uma enorme confusão. Sei que me senti sozinha, mesmo quando não estava. Sei que houve pessoas que se afastaram. Sei que houve pessoas que não compreenderam. E outras que nunca se aperceberam. Eram dias passados em casa, sem fazer nada, numa apatia que me prendia à cama ou ao sofá. Levantava-me ao fim do dia e arranjava-me o melhor que podia com a pouca energia que tinha para que ninguém se apercebesse ao chegar a casa.  Eram dias passados a comer tudo o que houvesse em casa, principalmente chocolates e fastfood, e se fosse preciso ir comprar algo mais ao supermercado ia; depois também eram dias de mau estar; e dias sem comer, só a beber chá e água. Eram dias em que não conseguia sair de casa, em que estar fora de casa era altamente desconfortável e assustador. Lembro-me de faltar a formações que gostava; lembro-me de cancelar coisas com amigos; lembro-me de e...

Crescemos juntos

Digo-lhes constantemente que, é bom focarmo-nos nos aspetos positivos da vida, mas que é importante também dedicarmos tempo a refletir e explorar os sentimentos que consideramos mais desagradáveis. Fechá-los num espacinho pequeno no fundo da nossa mente ou do nosso coração não é solução, digo-lhes. Se os deixarmos lá, sozinhos, eles vão crescer sem regras e sem perceberem que também têm o seu lado bom. E vão começar a sair cá para fora de forma desorganizada, desadequada, por vezes, sem os controlarmos. Lembrem-se, cresceram sem regras: nunca se falou deles, nem com eles. Vamos ter tristeza, medo, frustração, raiva, nojo descontrolados, a passear pela nossa mente, sem nós querermos, e depois vão sair cá para fora sem nos apercebermos, em atitudes reativas e até determinado ponto, inconscientes. Digo-lhes tudo isto, explicando da melhor forma que posso para que eles possam entender a importância de falar destes sentimentos. Dizemos tantas vezes que são sentimentos maus, podemos chamar...

Parar.

A semana passa a correr. Adoro o meu trabalho e quando dou por mim, ontem era segunda-feira, mas hoje já é sexta, é fim do dia, começo a arrumar as minhas coisas, desejo bom fim de semana aos meus colegas, fecho a porta atrás de mim e estou na rua. Começo a andar, mas para onde? Não sei o que fazer, toda a rotina, ritmo e estrutura da semana desaparecem. O que quero fazer? Para onde quero ir? Com quem me quero encontrar? E o pensamento contínuo: "Tens de fazer alguma coisa, tens de combinar alguma coisa com alguém, sair, conviver, estar com pessoas". Tenho? Tenho mesmo? Se calhar não. Se calhar, neste momento preciso de parar. E focar-me. Sim, posso fazer coisas, mas não tenho obrigação.  É-me fácil perder-me no ritmo de trabalho e do dia-a-dia, perder-me em horas no computador e pesquisar coisas para o trabalho, algumas das quais nunca vou usar, perder-me em horas em frente à televisão a ver programas que na verdade não me interessam assim tanto, perder-me em saídas e ...

Parar

O tempo não pára.  Por isso, temos nós de criar essa ilusão.  Fazer magia, parar o relógio e acalmar.  Tirar um tempo para nós, para abrandar o ritmo.  Tirar tempo para pensar no que estamos a fazer e porque estamos a fazer. Pensar nas razões, no que nos move, no que nos motiva.  Por que, às tantas, damos por nós em piloto automático, a cumprir agenda,  a seguir o relógio, atrás da horas que correr e que não conseguimos apanhar,  a distanciarmo-nos cada vez mais dos outros, de quem gostamos,  porque falta o tempo, que nos foge,  olhamos para o relógio e "caramba, já é tão tarde",  "estou tão cansada"  e fica para amanhã,  fica para depois,  fica para a próxima. E quando a próxima? Será que chega? Enquanto somos prisioneiros da agenda, será que conseguimos encontrar a liberdade para estarmos com quem mais importa para fazermos o que verdadeiramente gostamos? Entre o tempo e o dinheiro há lugar para o m...

Pequenas grandes mudanças

Não é preciso muito para mudar. E grandes mudanças levam o seu tempo. Mas há pequenas coisas que fazem a diferença, em nós, nos outros e no planeta. Por muito complicado que possa parecer, às vezes a resposta encontra-se nas coisas mais simples. Muita gente fica admirada quando digo que vou quase todos os dias a pé para a formação que estou a frequentar. Nesse trajeto demoro cerca de 35 minutos e faço-o, por norma duas vezes por dia, 5 dias por semana. Há dias em que não o faço, mas principalmente começando o bom tempo, é o mais provável de acontecer, nos dias em que tiver formação. Há uns anos também ia a pé para o trabalho, e nesse trajeto demorada cerca de 45 minutos. Parece-vos muito? Se calhar é. Mas o que eu fiz foi simplesmente integrar o exercício físico na minha rotina diária.  Não precisamos de andar obcecados com exercício físico, mas podemos mudar pequenas coisas no dia-a-dia, que promovem o nosso bem-estar.  Neste momento, não me sinto motivada par...