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Dizer adeus no trabalho

Não nos preparam para isto. Nunca ninguém me falou disto e nunca pensei passar por isto desta forma. Mas a verdade é que nas profissões da área social, não é possível ignorar a parte relacional. Aliás, essa é a parte mais importante do nosso trabalho, as relações significativas que criámos com as pessoas, com os utentes ou clientes, como lhes quiserem chamar. São pessoas. Pessoas a quem nos ligamos, de quem gostamos e de quem sentimos saudades. Sim, nem todos os dias são cor-de-rosa e nem sempre saímos do trabalho com um sorrido no rosto. Mas isso não significa que não gostemos dessas pessoas. Só que ninguém nos prepara para o momento em que temos de sair. Principalmente, quando sair não é uma decisão nossa. É um murro no estômago, e levantam-se tantas questões: - o que lhes dizer, como lhes explicar? - quando lhes dizer? - como ajudar a conter as suas emoções, quando as nossas emoções também estão à flor da pele? - como deixar para trás anos de relação, de acompanhamento, ...
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
Podes dizer-me porque é que só escrevo sobre tristeza, frustrações ou sobre o amor? Esta mania de tornar tudo intenso. É que neste momento escrever sobre o que sinto, é reconhecer que isto é muito mais do que sou capaz de assumir. São as flores e o vento as ondas do mar tu a dormires ao meu lado os teus olhos a fitarem o horizonte os dedos na guitarra uma festa no cabelo aquele olhar prolongado e o que faço com tudo isso  que deixa de me caber no peito e me quer sair pela boca e não deixo sai-me então pela ponta do lápis no caderno à pressa para dizer que tudo isto é muito mais. Que olho para ti e me sinto  quente como embrulhada numa manta em frente à lareira numa noite de inverno e energética como depois de um mergulho no mar em pleno verão e leve e bem. E isto és tu.
no meio de uma tentativa de que não sejas nada para mim de que seja tudo controlável para que possa parar quando quiser quando eu bem entender porque a minha vontade é que prevalece e porque parto do princípio de que para os outros nunca é nada de muito importante de repente vejo-te como um centro toda a luz cai em ti o sol ilumina-te a sombra foge de ti e eu assusto-me. não tem a ver contigo é que na verdade o meu mundo não tem muitas pessoas e de repente a tua presença  traz outra magia outra energia que é boa  mas diferente e de repente  fico um pouco perdida. parece-me tudo simples e não quero complicar está tudo tão bem assim sem pensar demasiado só seguindo a onda do que sinto do que me dás e nem a liberdade que nos envolve e nos permite ser mais com outras pessoas me afasta, pelo contrário parece que isso até me atrái mais e me puxa  me excita até e me faz querer mais  deste abraço apertado de liberdade.

hoje não chove em mim

Chove. Chove imenso lá fora. Mantenho-me dentro, no quentinho. A cama é demasiado confortável para sair e não há nada que me chame para a vida cinzenta lá fora. Por isso, fico aqui, no aconchego do edredon que me abraça. E penso ou medito. Deixo os meus pensamentos surgirem e desaparecerem conforme lhes apetece. Em imagens, sons, cores, vozes, cheiros, palavras. Vão e vêm. Tento perceber o que sinto que cada coisa que me surge, mas não as prendo. Tudo flui num misto de realidade, sonho e pensamento, numa espécie de familiaridade estranha. O meu corpo está leve, a minha mente também. Vale a pena dedicar tempo a estar sozinho e aproveitar a nossa própria companhia. Aprendemos a sentir conforto, ao invés da solidão que sentíamos inicialmente, ou que julgávamos sentir. Demorei tempo a saber parar e apreciar estes momentos e, por vezes, ainda me custa. Mas ultimamente cada vez menos. Talvez seja porque estar sozinha me surge agora como uma opção, e não como obrigação, então há uma certa s...

Pensamentos perdidos num café enquanto bebo um fino.

Olho à minha volta e questiono-me, tantas vezes.  O que é que eu ando aqui a fazer?  O que andamos todos aqui a fazer?  Preocupamo-nos com merdices, pequeninas e continuamos com as nossas vidas tristes. Rotina e mais rotina, para ali e para aqui. Vai para o trabalho, Vai para casa, conta o dinheiro vai às compras come alguma coisa bebe um fino fuma um cigarro e mais qualquer coisa dorme sonha esquece o mundo sê feliz sê o que quiseres acorda repete. e repete tudo de novo. Para quê? Porquê? Caio na rotina, assim sem me aperceber. E do nada, a vida torna-se uma sucessão de momentos aborrecidos, sem emoção nenhuma que lhe valha, que lhes dê significado. São só momentos emq ue consigo dizer que estou viva, porque estou ali a vivê-los, estou ali a passar o tempo... Mas estou a senti-los? É mesmo aí que quero estar? Se me fosse dada toda a liberdade do mundo, sem qualquer julgamento ou obstáculo, era aí que eu estava? Ou estaria eu do...
A perfeição é uma merda. É tudo o que me apetece dizer hoje. Andamos tão preocupados para tentarmos fazer tudo bem, tudo justo, tudo perfeito. Porquê? Para quê? Para quem? Depois paramos, olhamos para dentro e é um vazio. Um buraco enorme no local onde deveria estar aquilo que somos e sentimos. Onde deveria estar aquilo que queremos. Mas fica só um vazio, que até poderia estar cheio de perfeição e mais umas quantas ideias utópicas, mas não está. É um vazio cheio de frustração, tristeza e culpa. Porque a perfeição é uma merda, uma expectativa exagerada que podemos por em cada pontinho da nossa vida, que apenas tem o objetivo de se rir na nossa cara. Eu só quero olhar para dentro e reconhecer-me.  E eu não sou um vazio, não é isso que quero ver. Também não sou perfeição, não é isso que quero encontrar.

Entre a solidão e as pessoas

Vagueio por aí, sei lá onde vou. Podem perguntar ao meu cérebro, também não deve saber. Só quero andar, procurar não-sei-o-quê. Quero estar sozinha no meio de pessoas, no meio da cidade. Faz-me sentir viva. Faz-me sentir próxima, mas sem ter que me dar. Por isso, passeio-me tantas vezes, sem destino, vou com a máquina na mão, procuro estar em contacto com o que sinto, com as minhas emoções, atenta ao presente: no meu corpo e à volta dele. Reparo nos pormenores. Percebo que, por vezes, olho para um sítio e apetece-me chorar. Emociona-me. Se calhar recorda-me de outros tempos, se calhar faz-me imaginar outras vidas. E choro. Percebo que, por vezes, a vista da cidade é a minha melhor companhia, relaxa-me, enche-me de tranquilidade. Nem preciso de pôr música no telemóvel, ela toca diretamente na minha mente, em sintonia com o que vejo, com o que penso e sinto, no momento. Vagueio por aí, entre a solidão e as pessoas. Entre um cansaço de mim e uma vontade incessante de me conhecer mel...

comecei a divagar...

Há coisas que nunca nos explicam. Crescemos sem saber coisas tão importantes. Um dia hei-de perceber porque fazem tabu de coisas tão importantes na nossa vida. Dizem que o amor é importante, mas depois têm medo de falar sobre o bicho que é "fazer amor". Eventualmente, tentam até proibir esse ato tão pecaminoso. Não é afinal aquilo que deveríamos fazer todos os dias? Fazer, ser, dar? Ninguém ensina que fazer amor pode acontecer com alguém do mesmo sexo. Ninguém ensina que fazer amor com várias pessoas. Ninguém ensina que fazer amor é uma coisa boa, sempre. Ninguém ensina que fazer amor é uma partilha. Ninguém ensina que fazer amor é ser, estar e sentir no momento. Ninguém ensina que fazer amor pode acontecer num caso de uma noite. Ninguém nos ensina que podemos amar imenso uma pessoa e não conseguir fazer amor com ela. Ninguém nos ensina que há uma diversidade imensa de fazer amor e nenhuma delas é mais certa do que a outra. Ninguém nos ensina que não é por fazemos ...
Dizem que em vez de desistir, temos de aprender a parar e descansar. Eu acho que também é importante aprendermos a distinguir: distinguir o que vale a pena. Há situações em que parar e descansar não é o suficiente, na verdade, não muda nada. Só faz com que permaneça tudo igual, durante mais tempo. Só acalmamos a nossa mente, mas o contexto está igual. E não era a mente que queríamos mudar. Não era na mente que estava a questão. Era fora, e parar e descansar, não permitiu mudança. Há situações em que vale a pena. Afastamo-nos da situação, vemos de fora, ganhamos perspetiva e conseguimos ver o panorama geral do que se passa. Conseguimos compreender, agora, depois de pararmos e descansarmos, o que antes nos parecia incompreensível. A nossa mente mudou, avançou e isso fez com que o mundo à nossa volta ganhasse novos contornos, novas cores. Parar, fez sentido. Acredito que é importante sermos capazes de ver a situação de fora, colocarmo-nos no papel do outro, de outros. Praticarmos ...

A saúde mental é para todos.

Tive problemas de ansiedade, depressão e alimentação. Foram anos confusos para mim. Mesmo agora, relembrando, tudo é uma enorme confusão. Sei que me senti sozinha, mesmo quando não estava. Sei que houve pessoas que se afastaram. Sei que houve pessoas que não compreenderam. E outras que nunca se aperceberam. Eram dias passados em casa, sem fazer nada, numa apatia que me prendia à cama ou ao sofá. Levantava-me ao fim do dia e arranjava-me o melhor que podia com a pouca energia que tinha para que ninguém se apercebesse ao chegar a casa.  Eram dias passados a comer tudo o que houvesse em casa, principalmente chocolates e fastfood, e se fosse preciso ir comprar algo mais ao supermercado ia; depois também eram dias de mau estar; e dias sem comer, só a beber chá e água. Eram dias em que não conseguia sair de casa, em que estar fora de casa era altamente desconfortável e assustador. Lembro-me de faltar a formações que gostava; lembro-me de cancelar coisas com amigos; lembro-me de e...

Crescemos juntos

Digo-lhes constantemente que, é bom focarmo-nos nos aspetos positivos da vida, mas que é importante também dedicarmos tempo a refletir e explorar os sentimentos que consideramos mais desagradáveis. Fechá-los num espacinho pequeno no fundo da nossa mente ou do nosso coração não é solução, digo-lhes. Se os deixarmos lá, sozinhos, eles vão crescer sem regras e sem perceberem que também têm o seu lado bom. E vão começar a sair cá para fora de forma desorganizada, desadequada, por vezes, sem os controlarmos. Lembrem-se, cresceram sem regras: nunca se falou deles, nem com eles. Vamos ter tristeza, medo, frustração, raiva, nojo descontrolados, a passear pela nossa mente, sem nós querermos, e depois vão sair cá para fora sem nos apercebermos, em atitudes reativas e até determinado ponto, inconscientes. Digo-lhes tudo isto, explicando da melhor forma que posso para que eles possam entender a importância de falar destes sentimentos. Dizemos tantas vezes que são sentimentos maus, podemos chamar...

Pausar

Pausar Parar Ficar preso. Bloqueado  entre dois tempos Nem ali Nem acolá Dois tempos que não existem Um já foi O outro ainda será Quem saberá? Como se fosse possível parar quando o relógio continua a marcar as horas quando o tempo continua a avançar e julgamos nós ousamos nós dizer que vamos  fazer uma pausa na nossa vida,  iludidos na ideia  de que conseguimos parar tudo para pensar e concertar o que está errado. Porque é isso que queremos Abrandar a velocidade tornar o erro menos grave fazer a falha mais pequena. Sarar a ferida em pausa, para não doer. E se conseguirmos fazer isso,  não seria tão bom? Mas será que conseguimos depois avançar sem ficarmos parados no tempo nesse período de pausa pode o botão ficar bloqueado e  nunca mais avançarmos? Será que conseguimos  tornar as coisas certas e regressar à velocidade normal  das vidas e continuar a viver, a rir, a par...

Parar.

A semana passa a correr. Adoro o meu trabalho e quando dou por mim, ontem era segunda-feira, mas hoje já é sexta, é fim do dia, começo a arrumar as minhas coisas, desejo bom fim de semana aos meus colegas, fecho a porta atrás de mim e estou na rua. Começo a andar, mas para onde? Não sei o que fazer, toda a rotina, ritmo e estrutura da semana desaparecem. O que quero fazer? Para onde quero ir? Com quem me quero encontrar? E o pensamento contínuo: "Tens de fazer alguma coisa, tens de combinar alguma coisa com alguém, sair, conviver, estar com pessoas". Tenho? Tenho mesmo? Se calhar não. Se calhar, neste momento preciso de parar. E focar-me. Sim, posso fazer coisas, mas não tenho obrigação.  É-me fácil perder-me no ritmo de trabalho e do dia-a-dia, perder-me em horas no computador e pesquisar coisas para o trabalho, algumas das quais nunca vou usar, perder-me em horas em frente à televisão a ver programas que na verdade não me interessam assim tanto, perder-me em saídas e ...
Ele disse que não e nesse momento apercebi-me. Não foi um "não" diferente dos outros, eu é que se calhar estava num momento diferente da vida. E aquele "não" levou-me numa viagem no tempo para analisar em segundos várias relações algumas que ainda se mantinham, outras não. Uma viagem dura que terminou com uma convulsão de emoções e sentimentos que pareciam ter surgido devido àquele simples "não" , erradamente. Era apenas um não repetido no tempo. Uma rejeição não curada. Um abandono que não foi esquecido. Era a perpetuação da ideia de que a minha pessoa não é suficiente para manter as pessoas interessadas em permanecerem na minha vida, parte de mim, da minha vivência. A repetição da ideia de que as pessoas vão embora por minha causa, porque há algo em mim que falha e as faz dizer adeus.  Há pequenas feridas que parecem não ter muita importância. No entando, se não são tratadas, não desaparecem. Por vezes nem cicatrizam, ficam só ali, ferida aberta...
Nunca quis saber dessas coisas. Sempre gostei do amor, mas não precisava de o ouvir todos os dias. O "amo-te" nunca foi uma palavra mágica para mim. Nunca ansiei enormes gestos, sempre gostei das coisas simples. Os anéis nunca foram sinal de compromisso. Algumas coisas até chegavam a irritar-me: os casais que se estão sempre a abraçar, tocar e beijar; as frases intermináveis para mostrarem o quanto gostam um do outro (perdão, o quanto se amam, porque gostar é pouco), quase como uma competição para ver quem é o mais romântico ou quem gosta mais; a chuva de prendas, por vezes sem um significado mais profundo do que esse mesmo "olha, uma prenda" . Tantas outras coisas que nunca quis, nunca precisei e para mim nunca fora sinónimo de amor, ou de uma relação saudável. Continuo a achar o mesmo. Mas não consigo evitar, por vezes, de olhar para nós e pensar: "Foi isso que nos faltou?" , essa dose sem sentido nenhum de comportamentos estranhos que não significam ...

Parar

O tempo não pára.  Por isso, temos nós de criar essa ilusão.  Fazer magia, parar o relógio e acalmar.  Tirar um tempo para nós, para abrandar o ritmo.  Tirar tempo para pensar no que estamos a fazer e porque estamos a fazer. Pensar nas razões, no que nos move, no que nos motiva.  Por que, às tantas, damos por nós em piloto automático, a cumprir agenda,  a seguir o relógio, atrás da horas que correr e que não conseguimos apanhar,  a distanciarmo-nos cada vez mais dos outros, de quem gostamos,  porque falta o tempo, que nos foge,  olhamos para o relógio e "caramba, já é tão tarde",  "estou tão cansada"  e fica para amanhã,  fica para depois,  fica para a próxima. E quando a próxima? Será que chega? Enquanto somos prisioneiros da agenda, será que conseguimos encontrar a liberdade para estarmos com quem mais importa para fazermos o que verdadeiramente gostamos? Entre o tempo e o dinheiro há lugar para o m...

Respirar fundo e não reagir

Até me considero uma pessoa calma e tranquila, mas às vezes, o lado agressivo e impaciente vem ao de cima. E normalmente acontece nos momentos mais desadequados. Muitas vezes, vamos guardando coisas para nós, não dizemos o que nos irrita a determinado momento, porque não vale a pena, não queremos magoar as pessoas, etc. E em vez de nos deixarmos sentir e transmitir o que sentimos, escondemos e achamos que desaparece. Mas isso não acontece, ele fica só bem escondido no meio dos nossos pensamentos, pronto para saltar cá para fora num momento em que não é chamado. Nããoo!  E, assim, sem pensar e sem dar por ela, estamos a meio de uma conversa perfeitamente normal e lá sai uma resposta da nossa parte bem mais agressiva do que esperávamos. Ai, mas agora já está, não vale a pena pensar mais nisso, passou. Pois, o problema é que normalmente escala, e a conversa torna-se uma discussão e depois num verdadeiro conflito. E, no final, vou para casa a pensar: mas que raio, nem sei como é...

Porque é que a inveja é um sentimento feio?

Dizem que a inveja é um sentimento muito feio. Eu digo que não há sentimentos feios, mas a verdade é que se calhar ninguém nos ensinou a sentir e gerir alguns sentimentos. Simplesmente se diz que são sentimentos feios, maus, negativos, que não é suposto sentirmos. Se calhar, se dedicássemos mais tempo e perceber estes sentimentos, eles não tinham um efeito tão "negativo" em nós, porque saberíamos exatamente o que significam, porque os sentimentos e o que fazer para melhor lidar com eles e ultrapassá-los. Eu posso senti-me feliz e de bem com a vida e ainda assim ter momentos em que me sinto triste, frustrada, chateada, etc. Não quer dizer que eu seja menos feliz. Todos os sentimentos fazem parte da minha vida e da minha história. Mas eu comecei a falar sobre a inveja e se a inveja é um sentimentos muito feio, peço mil desculpas a quem não gosta da inveja. Mas pior do que sentir inveja, é senti-la e não a reconhecer. Mas a inveja que sinto não me faz querer mal a ninguém,...