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Dança.

Dançar. Dançar. Dançar. Há dias em que a mente e o corpo pedem apenas isso. Música, movimento, liberdade. É como descer ou voltar às origens daquilo que somos. Eu volto
àquilo que é a minha essência, o mais puro de mim e talvez o mais ridículo, mas também o mais livre.
A sede aperta e bebo. O ar é pesado. O corpo molhado do calor que aí se faz e de uma dança que ainda não acabou. Quente. Isto pede mais uma bebida, mais um copo, mais um golo, mais uma gargalhada, mais um pé de dança. Que importa a figura em que estou neste momento? Nada importa enquanto estou ali a dançar, porque me rodeiam amigos que sabem o que sou e de onde venho. Sabem que não bebo para esquecer ou para me embebedar mesmo. Não tenho objectivos com a bebida. Bebo porque sim, da mesma maneira que danço. Porque o corpo pede. Pede que dance ao som de uma música que me envolve e prove o sabor fresco da bebida que tenho na mão.
Não tenho objectivos quando vou a um bar ou discoteca. Não vou para o engate, não vou para beber até cair, não vou por nada. Apenas por um vontade que chama naquele momento e pede que eu vá para o meio de uma pista cheia, ou não, abanar o corpo todo até mais não. Dançar é outro tipo de sexo no final. Outro tipo de química, outro tipo de prazer.
E o corpo liberta-se.

Dançar, dançar, dançar. E nada me teria dado mais prazer.

O corpo quente, suado, a bebida, o calor, a música. A dança. Liberdade.

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