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Cross the line

E eis que damos de caras com uma linha, um limite, uma regra. O que fazer? Essas linhas existem ou são-nos impostas para nos mostrar caminhos que não deveríamos seguir, algo que não devíamos ser, barreiras, zonas interditas, nas quais não podemos entrar sem saber bem porquê.

O curioso e irónico de tudo isto é que quantos mais limites nos põem, mais nós sentimos necessidade de ultrapassá-los. É como um teste que queremos muito passar. É a curiosidade, a adrenalina, o perigo, o desconhecido, o quebrar as regras, o ser livre.
A verdade é que não existem linhas, apenas nas nossas mentes. Só existem as barreiras que nós construímos ou que tentam construir para nós. 
Existem linhas que devem ser ultrapassadas sim, porque estão a impedir a nossa felicidade, o nosso caminho. outras não, porque vão contra os nossos valores. Dentro de nós fica a resposta... Se pisarmos a linha não temos retorno, mas se não a pisarmos também não há volta a dar. É uma decisão de momento. Ou cedemos a pressões ou somos realmente nós.

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Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
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