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Obrigado

Obrigado pelos bons momentos. Pelas palhaçadas que fazemos, conversas parvas cheias de amor e carinho que temos. Obrigado pela simplicidade daquilo que temos.
Sinto-me bem a amar-te.

Estou tão leve, estou lá em cima. Estamos. Ninguém nos alcança, ninguém nos derruba também. Mas disso já sabemos. Sempre soubemos. Tal como sempre soubemos que teria de haver algo mais entre nós.
Apetece-me pegar na mochila e correr o mundo contigo. 

Os dias correm, o tempo passa. Não me canso. Quero mais. Quero-te mais. Quero ser mais. Quero tudo. 
Há momentos mágicos que ninguém compreende, não sei mesmo se tu me entendes. Mas por vezes há pequenos momentos, fracções de segundos, quem sabe, em que o mundo pára à minha volta. Porque me sinto bem de mais, tanto que ultrapassa a realidade. Os meus pés levantam do chão, sinto-me flutuar no ar e ver o mundo lá em baixo. Vejo-te. Olho para ti a observar tudo aquilo que és. Não vejo só o teu corpo, vejo-te a ti. Isso é o amor. Olhar para alguém e ver a sua totalidade, ver as suas realidades e encaixar-se nelas sem ter que pensar, modificar ou transformar-se. Encaixar-se porque isso acontece naturalmente quando um ser reconhece outro como a outra parte de si. Dois seres completos num sentimento que é o amor.
Dois seres que se unem num determinado momento e sentem que não deviam ter de ter esperado tanto tempo, mas ainda assim, todo esse tempo valeu a pena.

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