Avançar para o conteúdo principal

Inês, para onde vais?

Dá vontade de rir, aquelas 3 perguntas que nunca me interessaram: donde venho, onde estou, para onde vou? Nunca me interessou muito pensar no futuro, o passado sempre o vi como uma forma de aprender e modificar o presente, e no momento presente fui tendo, de há uns tempos para cá muita consciência de mim, e desta forma, estas 3 questões nunca me apareceram como importantes, porque tinha a minha própria forma de me encarar.
Só que sinto que de repente me perdi um bocado, perdi-me no presente e por isso quando me coloco as outras 2 perguntas também fico à deriva, sem resposta principalmente relativamente à pergunta "para onde vou?"
Sinto-me sem controlo nenhum da minha própria vida, sinto que me perdi algures no caminho, sinto-me desorganizada e não sei para onde me virar. Não apetece estudar, pior que isso, ando tão desnorteada que não sei por onde começar; descontrolei-me totalmente na minha alimentação que dantes era tão equilibrada e me dava uma sensação de bem-estar; tive de modificar a minha actividade física (que espero mesmo poder vir a recuperar). 
Sei que também é hora de por mãos ao trabalho e adaptar-me a alguma mudanças e a voltar a alguns bons velhos hábitos, por mim essencialmente! Porque acho que devo tratar de mim e fazer-me sentir bem comigo própria, para me sentir bem com todos.
Às vezes, estamos tão concentrados noutras coisas que nos esquecemos de nós. E, ao início até corre bem, nem damos conta e que sentimos que tudo corre como deve ser; o problema é quando colapsamos e descontrolamos; a solução chega quando conseguimos ver que algo não está bem e agimos de forma a pô-lo bem. 
Portanto, o desafio que lanço a mim mesma é cuidar de mim e voltar a entrar em equilíbrio.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...