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Um grande obrigado!

Não tenho palavras para expressar o que senti nestes últimos dias. Conheci pessoas maravilhosas e aprendi muito. Esta pequena "tour" com a Vencer Autismo, entre Lisboa, Porto e Madrid foi simplesmente fabulosa. Sempre soube que as pessoas que fundaram a associação (Susana e Joe) era pessoas excepcionais, mas agora percebi que somos todos nós uma grande equipa, cheia de força para levar isto adiante.
É dificil explicar, mas têm sido poucos os momentos em que me tenho sentido bem de facto - como se estivesse no sitio certo, à hora certa, como se tudo batesse certo, tudo fizesse sentido e eu me sentisse simplesmente feliz.
Pois, estes dias foram assim. Libertei-me de muita coisa e cresci - mesmo em tão poucos dias, sei que cresci. Tive o prazer enorme de conhecer o grande Raun Kaufman, de falar com ele, de trocar ideias e percebi que é de facto, uma excelente pessoa. Também tive o prazer de falar com pais, partilhar experiências e ouvir as suas histórias e sorrir ao perceber que de facto todo o nosso trabalho tinha valido a pena, pois no final das conferências muitos eram os que saiam um pouco mais positivos, com um pouco mais de esperança e com motivação para começarem a trabalhar com os seus filhos, para tentarem algumas técnicas do método Son-Rise. Sim, foi bom saber que chegamos a bastantes pais e que desta forma poderemos estar a ajudar muitas famílias e especialmente, muitas crianças com este problema. Não tenho mesmo palavras e sempre que penso nestes últimos dias, fico emocionada.
De facto, entrar no espírito Son-Rise muda a nossa vida. Sei que todos nós que fazemos parte da equipa de voluntários da Carol mudamos a partir do momento em que iniciámos esta actividade e mudamos para melhor. Sei que hoje somos mais, apesar de, pelo menos falo por mim, tenho ainda muito para aprender e crescer. Mas tenho a certeza que estou no caminho, no melhor caminho possível para chegar onde quero. E também sei que tenho a meu lado as melhores pessoas que poderia ter.
Eu acredito muito na Vencer Autismo. Isto não acontecia no início, mas à medida que fui começando o voluntariado, que fui conhecendo as pessoas, que me fui envolvendo - não dá para não acreditar! 
Sei que todo este grande grupo está e estará no meu coração para sempre, sinto por todos um enorme carinho e sei que algo de especial nos une, porque foi uma amizade que nasceu também ela, de algo especial e único. 

Deixo aqui o site da Associação e a Página do Facebook, caso queiram espreitar:
http://www.facebook.com/associacaovencerautismo?ref=ts
http://www.vencerautismo.org/

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a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...