Avançar para o conteúdo principal
"Não me perguntem quem sou, nem me peçam para permanecer sempre igual"

Sei que não sou perfeita. Sei que nem perto lá estou.
Sei que não gosto nem quero magoar as pessoas.
Sei que de uma forma ou de outra acabo sempre por fazer tudo errado e magoá-las.

Hoje apetece-me gritar! Porque quando tento dizer as coisas como as sinto, quando ajo conforme o que estou a sentir, só consigo fazer mal. Parece que tudo o que é autêntico em mim é negativo.

Hoje estou assim. Sinto-me errada em tudo. Parece que acordei ao contrário.
Sentei-me no sofá a comer, comer e comer. À espera que a comida me trouxesse a energia que acho que preciso para me levantar e sorrir. Mas nem a comida nem nada hoje muda as coisas.

Hoje estou triste e melancólica e apetece-me chorar. Hoje sinto uma raiva enorme, uma merda qualquer que não sei explicar como se o coração me saísse do peito. Sinto vontade de dar uma carga de porrada em alguma coisa. Sinto vontade de me abraçar à almofada e chorar até amanhã de manhã.

Hoje não me apetece falar com ninguém, dar explicações ou justificações sobre nada. Não me apetece ouvir e ao mesmo tempo não aguento silêncio. Só queria sair de mim por uns tempos, tirar umas férias de mim.

Estou cansada.
Tão cansada.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...