Avançar para o conteúdo principal

Problemas de Humor ou quê?

Tenho andado a pensar muito no assunto... Ultimamente tenho reagido muito a determinadas situações e não consigo perceber ao certo o que me faz perder o controlo. Sinto uma sensação estranha pelo pescoço acima e BOOM, reajo agressivamente. A certo ponto dou-me conta que estou a eprder o controlo e das duas uma, ou continuo sem conseguir controlar e a conversa continua a descambar cada vez mais ou tenho novamente uma reacção repentina de me afastar por momentos ou calar-me  e ficar a sós comigo, tentando perceber o que se passa. É estranho e não gosto de me sentir assim nem de o fazer, principalmente com pessoas de quem gosto muito, que é o caso. E não, não acho que seja por gostar e conhecer muito bem as pessoas que reajo assim, porque já conhecia as pessoas antes e isso começou a acontecer há pouco tempo...
Por alguma razão, acho que sinto que as pessoas me estão a atacar/ a tentar deixar-me mal vista/ a tentar ficar com toda a razão/ a tentar sair por cima em determinada situação... Mas porque é que acho isso? E porque é que isso me afecta tanto?
Perco o controlo, falo de forma agressiva, faço cara de chateada, fico de mau humor, embirrenta, rabugenta, sinto-me ofendida, sinto que estão a ser injustos, sinto que não me estão a ter em consideração, sinto mil e uma coisas sem razão... Depois, por vezes, afasto-me uns minutos, tenho uma conversa comigo própria do género: "Ni estás a perder o controlo outra vez. O que se passa? Porque ficaste assim? As pessoas não estão a tentar atacar-te, estão só a falar normalmente contigo... Queres mesmo chateares-te com elas?..." E, normalmente consigo acalmar-me durante esse tempo, volto para a beira das pessoas com um sorriso nos lábios como se nada se tivesse passado e, às vezes corre tudo bem a partir daí, outras vezes, tenho de manter o controlo e um diálogo comigo própria para não interpretar o que as pessoas dizem como um ataque.

Eu já sabia que era um bocado louca, mas isto nunca me tinha acontecido...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...

Dizer adeus no trabalho

Não nos preparam para isto. Nunca ninguém me falou disto e nunca pensei passar por isto desta forma. Mas a verdade é que nas profissões da área social, não é possível ignorar a parte relacional. Aliás, essa é a parte mais importante do nosso trabalho, as relações significativas que criámos com as pessoas, com os utentes ou clientes, como lhes quiserem chamar. São pessoas. Pessoas a quem nos ligamos, de quem gostamos e de quem sentimos saudades. Sim, nem todos os dias são cor-de-rosa e nem sempre saímos do trabalho com um sorrido no rosto. Mas isso não significa que não gostemos dessas pessoas. Só que ninguém nos prepara para o momento em que temos de sair. Principalmente, quando sair não é uma decisão nossa. É um murro no estômago, e levantam-se tantas questões: - o que lhes dizer, como lhes explicar? - quando lhes dizer? - como ajudar a conter as suas emoções, quando as nossas emoções também estão à flor da pele? - como deixar para trás anos de relação, de acompanhamento, ...