Avançar para o conteúdo principal
É bom encontrar pessoas com as quais sentimos uma ligação. Nem sempre é fácil e eu, normalmente, sou sempre sobressaltada com outro tipo de sentimentos e sensações, avanço logo muito nas emoções, sem saborear o momento. Mas, agora, tenho sido capaz de me acalmar. De dar tempo ao tempo. De sentir com calma. Será por estar sozinha há tanto tempo? Talvez. Só sei que sabe bem.
Sabe bem admirar uma pessoa, gostar dos seus valores e da energia que nos transmite. Sabe bem gostar de pessoas pelo que nos transmitem e não só pelo corpo, pela parte física. Sabe bem sentir atração por outra pessoa, mas uma atração, quase que poderíamos chamar 'intelectual', porque é muito mais uma atração pelas atitudes, ideias, ações do que pelo corpo ou cara bonitos.
Não tem nada a ver com amor ou paixão isto que eu estou a dizer, mas acredito que o amor possa começar assim. Eu já senti esta ligação e energia com algumas pessoas. Mas não são muitas e já não o senti há muito tempo.
Primeiro, foram os olhos que me cativaram e chamaram à atenção. Depois foi a simpatia e a disposição para ajudar... E aquele olhar que continuava a transmitir uma humildade, humanidade e sinceridade que eu já não me lembrava de ser. E simplicidade. Tudo isso fez com que me chamasse à atenção. E, algum tempo depois disso veio o orgulho e admiração, de saber tudo o que passou, a sua história, o seu caminho até hoje, o que só veio confirmar tudo o que disse anteriormente e que me fez pensar "Que pessoa interessante!". E dá vontade de conhecer mais, de falar mais e ir descobrindo. Mas também dá vontade de dar tempo ao tempo, de deixar acontecer e de ir saboreando cada momento e cada pequeno descobrimento que faço de ti, e cada conversa mais.
É bom conhecer pessoas que nos motivam, que nos enchem o coração e que, se calhar, sem saberem nos dão energia, uma energia positiva, e que fazem do nosso dia-a-dia um pouquinho mais feliz.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
Surgiu naturalmente e agora parece-me a forma mais incrível e sincera de gostar. Pensa no quão bom é, teres uma pessoa ao teu lado que te permite explorares tudo aquilo que és, seja com essa pessoa ou com outra. Seja sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente, ou de qualquer outra forma que aprecies e desejes. Imagina o quão libertador seria, poderes agir sobre aquilo que sentes, sem medo de magoar a outra pessoa ou de a perder? Pelo contrário, sabendo que ao fazeres isso, podes até estar a contribuir para o aprofundamento da ligação que ambas têm, para o aprofundamento do que conhecem uma da outra e do que conheces ti próprio/a. Não. Uma relação aberta, não é uma relação onde ambas as partes traem e isso é aceite. É uma relação onde todas as partes envolvidas se respeitam e aceitam, e onde a comunicação e sinceridade são peças essenciais. Uma relação que te obrigada a explorar e a falar do que sentes e pensas, com abertura. E aprendes a ouvir e a aceitar também.  Deixas...