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Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga!
Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária.
Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que seja o melhor que sei. E, eu também mereço. E aproveito este momento, para me focar em mim, melhorar o que preciso, aprender o que desconheço, investir no que gosto e me interessa.

A minha vida é demasiado rica, tem demasiadas coisas boas para deixar que o facto de não trabalhar na minha área tenha tanta influência. Continuo a querer trabalhar na área, mas descobri que me posso sentir realizada, mesmo sem atingir esse objetivo. Tal como a vida já me deu oportunidades desafiantes e difíceis, também me dá agora uma oportunidade de relaxar e me dedicar as outras áreas e conhecer outros mundos, sem me esquecer daquilo que quero.




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