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destralhar

Eu achava que não comprava muitas coisas, principalmente roupa. Além disso, revejo o meu armário várias vezes ao ano e retiro sempre muita roupa que dou a outras pessoas. E ainda assim consigo ter um armário cheio de coisas que não uso, que uso só quando o rei faz anos, ou quando a perguiça bateu forte e não tratei da roupa mais cedo, e agora só tenho aquelas roupas que são uma 12º opção para vestir e lá terá de ser.
Isto começou-me a fazer confusão. Tanta roupa e tão pouca coisa para vestir. Fiz uma nova arrumação. Tirei o que uso só devez em quando, tirei aquilo que "há quem sabe um dia dá-me jeito" e tirei aquelas roupas com cores que não têm nada que ver comigo e que não me sinto confortável para usar.
Neste momento, não preciso de comprar mais nada. Retirei muita roupa e continuo com o armário cheio. Honestamente, acho que ainda tenho muita coisa que posso tirar e minimizar ainda mais o número de roupas que tenho. Gostava de, um dia, para além de ter um guarda-roupa mais reduzido, ter também roupa de mais qualidade. Mas uma coisa de cada vez, tentarei a partir de agora ter mais cuidado nas escolhas que faço quando compro roupa. Até porque se não preciso de roupa, não estarei "sempre" a comprar ou a "precisar" de comprar, posso fazer compras mais conscientes.
Nos próximos meses, vou estar atenta ao que visto e ao que mais uso e às roupas que praticamente não uso, para as poder mandar embora.


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No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...

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