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Podes dizer-me porque é que só escrevo sobre tristeza, frustrações ou sobre o amor? Esta mania de tornar tudo intenso. É que neste momento escrever sobre o que sinto, é reconhecer que isto é muito mais do que sou capaz de assumir.
São as flores e o vento
as ondas do mar
tu a dormires ao meu lado
os teus olhos a fitarem o horizonte
os dedos na guitarra
uma festa no cabelo
aquele olhar prolongado
e o que faço com tudo isso  que deixa de me caber no peito e me quer sair pela boca
e não deixo
sai-me então pela ponta do lápis
no caderno à pressa
para dizer que tudo isto é muito mais.
Que olho para ti e me sinto 
quente
como embrulhada numa manta em frente à lareira numa noite de inverno
e energética
como depois de um mergulho no mar em pleno verão
e leve
e bem.
E isto és tu.

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