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Mensagens

Obrigado

Obrigado pelos bons momentos. Pelas palhaçadas que fazemos, conversas parvas cheias de amor e carinho que temos. Obrigado pela simplicidade daquilo que temos. Sinto-me bem a amar-te. Estou tão leve, estou lá em cima. Estamos. Ninguém nos alcança, ninguém nos derruba também. Mas disso já sabemos. Sempre soubemos. Tal como sempre soubemos que teria de haver algo mais entre nós. Apetece-me pegar na mochila e correr o mundo contigo.  Os dias correm, o tempo passa. Não me canso. Quero mais. Quero-te mais. Quero ser mais. Quero tudo.  Há momentos mágicos que ninguém compreende, não sei mesmo se tu me entendes. Mas por vezes há pequenos momentos, fracções de segundos, quem sabe, em que o mundo pára à minha volta. Porque me sinto bem de mais, tanto que ultrapassa a realidade. Os meus pés levantam do chão, sinto-me flutuar no ar e ver o mundo lá em baixo. Vejo-te. Olho para ti a observar tudo aquilo que és. Não vejo só o teu corpo, vejo-te a ti. Isso é o amor. Olhar para...
Dança, grita, salta, pula... Esquece, apaga, cala, fecha. Renova-te, renasce, reinicia, reinventa. Deseja, ama, sente, dá-te. Entrega-te, descobre, procura, Cria, imagina, sonha,  Anda, corre, vive.

Circo de feras

A vida vai torta Jamais se endireita O azar persegue Esconde-se à espreita Nunca dei um passo Que fosse o correcto Eu nunca fiz nada Que batesse certo Enquanto esperavas no fundo da rua Pensava em ti e em que sorte era a tua Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Quero-te tanto...!(quero-te tanto) De modo que a vida É um circo de feras E uns entre tantos São as minhas feras Nunca dei um passo Que fosse o correcto Eu nunca fiz nada Que batesse certo Enquanto esperavas no fundo da rua Pensava em ti e em que sorte era a tua Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Xutos e Pontapés

Um dia vou ser Mar.

Acho que vou mergulhar, mergulhar bem fundo e, se puder, se conseguir ficar lá para sempre até comçar a ter barbatanas e uma cauda como as sereias e conseguir respirar de baixo de àgua. Tudo para não ter de voltar à superficie, para não voltar a terra, para não enfrentar o mundo. Vou ficar lá em baixo, no fundo do oceano, a deixar-me ir com a corrente, flutuando por todo o mundo até me cansar de novo do mar ou até olhar a terra com saudade. Saudade já eu tenho, mas tenho saudade do que era o meu porto seguro e já não o é. Pelo menos, não o é da mesma maneira, e eu assim já não me sinto segura, portanto perde o efeito. Sim, vou deixar que a àgua me engula, me transforme, me abane, me afogue, me faça desmaiar, morrer quem sabe. Para que depois me acorde, me reanime e me faça talvez vir à tona ver a luz do sol e perceber que tudo não passou de um ilusão, que foi apenas um mergulho na praia numa tarde quente de verão e que toda esta sensação de ser nada não foi mais que um fechar de ...
Não sei muito bem como dizer ou explicá-lo. Portanto, opto por pedir desculpa pela complexidade da pessoa que sou. Complexidade ou chamem-lhe o que quiserem. Se calhar chamo complexidade para me defender, não sei muito bem. Sei que, às vezes, vivo vários dias num só, e passo por todos os estados possiveis desde o extremos da alegria a uma tristeza e melancolia que aparecem sem pedir licença, nem explicar de onde vêm afinal. Não sei explicá-lo melhor que isto. Deve ser difícil perceber, porque eu própria me sinto um bocado frustrada nesses dias. Mas, simplesmente não consigo evitar esses sentimentos. Nunca disse que era um pessoa com quem é fácil lidar, sou assim. E não sei muito bem definir-me, nem quero. Ao colocaram-me rótulos se calhar mais tarde acabam por desiludir-se, esperando demasiado de mim. Às vezes não vou estar à altura de corresponder às expectativas dos outros... Às vezes nem às minhas... Outras vezes superar-me-ei. Não rotulem (mesmo positiva...

Voluntariado

Passamos a olhar o mundo com outros olhos, a conhecer novas realidades. Conhecemos novas pessoas, tornamo-nos outras pessoas, transformamo-nos em várias pessoas. Isto porque todos aqueles com quem lidamos ficam com um pouco de nós (pelo menos assim esperamos) e nós ficamos, sem sombra de dúvida com muito do que são e guardamos tudo, muito bem guardadinho num lugar especial dentro de nós, tendo assim a certeza de que apesar de, às vezes sabermos que não nos voltaremos a ver, nunca os perdemos. Voluntariado é sobretudo um desafio. Desafio de nos darmos totalmente, de apredermos a fazê-lo, de forma simples e pura. Desafio de recebermos tudo o que nos oferecem, tudo o que os outros são. Voluntariado não é ter pena de, mas crescer com.

Amigos são Família

A família é a base. A família é tudo. E a família pode ser a primeira e virar-nos as costas e não nos apoiar. A família deve ser a mão estendida e não o dedo apontado a nós, julgando-nos. A família é a nossa protecção, o ninho que nos acolhe quando erramos, quado caímos, choramos, o ninho quente e acolhedor que nos recebe para rir com a nossa alegria e chorar com a nossa dor. A família, começo a pensar, não se resume a laços de sangue, mas sim a quem está presente no bem e no mal. A família tornou-se pequena de repente e sinto-me nua, despida, frágil, pequena. Não me sinto indecisa nem insegura, porque não acho que tenha de fazer uma escolha. Não se pode escolher entre a família e amor, porque os dois são necessários. ´ A família ficou pequena e eu fiquei triste. Mas aceito a força dos que estão comigo, dos que me apoiam em qualquer situação. Sei que por cada estalo que me derem, cada olhar de vergonha que me lançarem, cada dedo que me apontem, costas que me voltem, mãos que não ...