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Mensagens

Curso de Verão 1 - Poder dizer, Dever dizer, Gostar de dizer

Começou por nos ser pedido que escrevêssemos num lado de uma folha o seguinte: poder dizer, dever dizer e gostar de dizer ; do outro lado tínhamos de escrever quase sempre, quase nunca e com frequência e depois fazer a ligação com os dois lados, tipo correspondência. Apesar de ter feito a ligação de maneira diferente, afirmei que acreditava que geralmente as pessoas dizem aquilo que devem dizer, isto porque estamos rodeados de pessoas que gostam de nós e esperam determinadas coisas de nós e nós como gostamos delas queremos corresponder às suas expectativas e, portanto, acabamos por dizer exactamente o que querem ouvir. Se me incomoda esse facto, sim! Então aquilo que dizemos e a forma como o dizemos é influenciado por pessoas, contextos, situações e conteúdos. Centrando-nos no último tópico podem ser emoções\sentimentos, juízos\opiniões e\ou factos. Para começar os portugueses têm dificuldade em exprimir sentimentos, pois foi assim que foram habituados desde sempre e é algo que...

Ser.

Hoje apetece-me ser. Apetece-me viver as coisas até á sua infinitude, ao máximo. Quero acordar para o mundo, correr, saltar, entregar-me à Natureza. Ser a àgua, a areia, a lama, a relva acabada de regar, quero ser a flor que está a florir agora mesmo, quero ser aquele pássaro a cantar no ramo da àrvore, quero ser o sol, o vento e a chuva. Quero renascer a cada dia, reinventar-me todos os dias. Quero ser o mais puro de mim, viver as emoções à flor da pela, rir às gargalhadas e chorar quando a garganta apertar, sim! Quero tudo, quero o mundo! Quero sair à rua e esquecer as convenções, regras inventados por uma sociedade que se esqueceu de viver. Quero reinventar o amor. Quero conhecer aquilo que somos na essência. Afinal, quem somos nós? Dois seres únicos perdidos neste imenso mundo que por uma coincidência e uma troca de olhares acreditam que a vida ou o amor os uniu. Mas quero ir mais além, porque não somos só isso. Não és só a pessoa que está à minha frente, tens o teu eu, mai...

Se eu não gostar de mim, quem gostará?

Não existem razões. Quanto mais falamos, mais nos desentendemos. "A linguagem é uma fonte de mal-entendidos". Bem verdade. Não se trata aqui de amar menos ou mais. Ninguém é ninguém para me dizer que eu amo menos que este ou que aquele. O amor não se pesa. Penso que toda a gente vê o amor como algo positivo, o problema está nessa definição de amor. Aí, penso que não temos todos a mesma ideia. Não olhamos o amor todos da mesma forma, o que se liga com aquilo que somos. Conforme construímos o nosso "eu", vemos o amor de determinada forma. Se calhar, vamos mudando às vezes, não sei bem, não sou nenhuma especialista. Só sei que para mim o amor é simples. E não sei lidar com muita coisa que às vezes atribuem ao amor. No outro dia perguntavam-me "Mas tu não te prendes às pessoas?" e noutra vez disseram-me "Tu és diferente. Tu não te prendes, não te dás!". Eu fiquei a pensar naquilo, juro que fiquei. Será verdade que não me prendo, não me dou? Ser...

Obrigado

Obrigado pelos bons momentos. Pelas palhaçadas que fazemos, conversas parvas cheias de amor e carinho que temos. Obrigado pela simplicidade daquilo que temos. Sinto-me bem a amar-te. Estou tão leve, estou lá em cima. Estamos. Ninguém nos alcança, ninguém nos derruba também. Mas disso já sabemos. Sempre soubemos. Tal como sempre soubemos que teria de haver algo mais entre nós. Apetece-me pegar na mochila e correr o mundo contigo.  Os dias correm, o tempo passa. Não me canso. Quero mais. Quero-te mais. Quero ser mais. Quero tudo.  Há momentos mágicos que ninguém compreende, não sei mesmo se tu me entendes. Mas por vezes há pequenos momentos, fracções de segundos, quem sabe, em que o mundo pára à minha volta. Porque me sinto bem de mais, tanto que ultrapassa a realidade. Os meus pés levantam do chão, sinto-me flutuar no ar e ver o mundo lá em baixo. Vejo-te. Olho para ti a observar tudo aquilo que és. Não vejo só o teu corpo, vejo-te a ti. Isso é o amor. Olhar para...
Dança, grita, salta, pula... Esquece, apaga, cala, fecha. Renova-te, renasce, reinicia, reinventa. Deseja, ama, sente, dá-te. Entrega-te, descobre, procura, Cria, imagina, sonha,  Anda, corre, vive.

Circo de feras

A vida vai torta Jamais se endireita O azar persegue Esconde-se à espreita Nunca dei um passo Que fosse o correcto Eu nunca fiz nada Que batesse certo Enquanto esperavas no fundo da rua Pensava em ti e em que sorte era a tua Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Quero-te tanto...!(quero-te tanto) De modo que a vida É um circo de feras E uns entre tantos São as minhas feras Nunca dei um passo Que fosse o correcto Eu nunca fiz nada Que batesse certo Enquanto esperavas no fundo da rua Pensava em ti e em que sorte era a tua Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Quero-te tanto...!(quero-te tanto) Xutos e Pontapés

Um dia vou ser Mar.

Acho que vou mergulhar, mergulhar bem fundo e, se puder, se conseguir ficar lá para sempre até comçar a ter barbatanas e uma cauda como as sereias e conseguir respirar de baixo de àgua. Tudo para não ter de voltar à superficie, para não voltar a terra, para não enfrentar o mundo. Vou ficar lá em baixo, no fundo do oceano, a deixar-me ir com a corrente, flutuando por todo o mundo até me cansar de novo do mar ou até olhar a terra com saudade. Saudade já eu tenho, mas tenho saudade do que era o meu porto seguro e já não o é. Pelo menos, não o é da mesma maneira, e eu assim já não me sinto segura, portanto perde o efeito. Sim, vou deixar que a àgua me engula, me transforme, me abane, me afogue, me faça desmaiar, morrer quem sabe. Para que depois me acorde, me reanime e me faça talvez vir à tona ver a luz do sol e perceber que tudo não passou de um ilusão, que foi apenas um mergulho na praia numa tarde quente de verão e que toda esta sensação de ser nada não foi mais que um fechar de ...