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Mensagens

às vezes.

às vezes não percebo. não percebo porque é que as pessoas insistem em procurar as pessoas erradas para elas. eu sei, também não gosto da palavra 'errado' e no fundo as pessoas não são erradas. mas porque é que as pessoas procuram a confusão, o difícil, o não-amor, quando tudo o que querem é o contrário disso? é por isso que, às vezes, não percebo. às vezes, queria estar mais próximo, conseguir dar um pouco mais de amor e carinho. às vezes, queria quase curar e ajudar a sarar feridas que deixaram que outros fizessem. depois, percebo que não é esse o meu papel, não é suposto eu fazer isso. não é dessa maneira que me vêem e que desejam que eu aja. porque não é a mim que me querer a curar as feridas, não é a mim que me querem a seu lado. isto nem sequer me magoa, não fico triste, chateada, frustrada ou com fúria ou raiva em relação a essas pessoas. nada disso. continuo a sentir-me bem comigo própria e até com elas. só não entendo. de facto, às vezes, as pessoas andam atrás de alg...

A fechar capítulos.

Não sei se acredito no karma ou se não. Normalmente, acredito que muitas vezes as coisas acontecem por alguma razão. Às vezes, acredito que, mais cedo ou mais tarde, tudo se resolve, mesmo as situações pendentes, mesmo os 'adeus', 'amo-te' e 'desculpa' que ficaram por dizer ou que só hoje passado determinado tempo temos vontade de pronunciar. Hoje, algumas destas coisas em que acredito, tiveram um momento perfeito de acontecer. Percebi que, quando agimos naturalmente, com bondade, amor e respeito pelos outros, de facto tudo se conjuga, tudo encontra o seu caminho, as peças acabam por encaixar e o que antes eram chatices, sentimentos de frustração, raiva (por vezes) e tristeza, transformam-se em compaixão, carinho, simpatia e tranquilidade. Também consegui perceber que muita gente carrega em si um peso enorme, em vão. Muita gente procura lutas, desafios e sofrimento. Sim, muita gente procura confusão, só porque sim. Ou talvez porque acreditem que é a melhor f...

Daqueles dias.

Sou muito pensadora, sonhadora e, por vezes, melancólica. Hoje dei por mim a pensar de mais, a complicar tudo. A sentir falta de algo na minha vida que não sei bem o que é. É um daqueles momentos estranhos em que, quando dou por mim, estou a pensar em momentos que nunca vivi, pessoas que nunca conheci e sentimentos que não encontro hoje em dia. E dou por mim a ter saudades de tudo isso. A sentir-me sozinha sem estar sozinha. Daqueles dias, em que dou por mim a não me arrepender de nada do que fiz anteriormente, mas a querer voltar atrás no tempo e falar com esta e aquela pessoa, a vê-las outra vez, a olhá-las nos olhos e a sentir o que sentia antes. Daqueles dias em que, apesar de recentemente me sentir muito bem com a minha vida, me sentir confortável e gostar da ideia de estar solteira, sinto que falta algo, tenho saudades de amar, da cumplicidade que se partilha com um namorado/a, do calor na barriga dos primeiros beijos e carícias. Daqueles dias em que me sinto estupidamen...

Sobre a felicidade e o equilíbrio.

Há momentos na vida em que parece que conseguimos alcançar o equílibrio. Há momentos em que parece que, finalmente, encontramos o nosso caminho. Isso dá-nos uma sensação de bem-estar e mesmo quando algo não corre tão bem como gostaríamos, conseguimos contornar isso e não nos vamos abaixo. Eu sinto que estou num desses momentos. E se me perguntarem, sinto-me feliz. Se tenho tuuuuudo? Provavelmente, não. Tenho o essencial e dou valor a tudo o que tenho e acho que é isso que me faz ter esta sensação de leveza, de bem-estar e de gratidão para com a vida. De facto, a felicidade é uma viagem. Às vezes, afastamo-nos um pouco dela (sim, nós é que nos afastamos, porque ela está sempre lá), mas, mais cedo ou mais tarde, acabamos por reencontrar o caminho e dar de caras com ela. E é isso que eu estou a viver neste momento, dei de caras com a felicidade. Uma felicidade que eu construo a cada dia que passa, encontrando alegria em pequenas coisas, dedicando-me a outras pessoas, tentando ajudá-la...

Fantasmas

Quando é que os fantasmas do passado deixam de ser fantasmas e passam a ser só breves memórias? Quando é que as pessoas deixam de nos afetar, de mexer com os nossos sentimentos depois de nos termos afastado delas? Será que é tudo uma questão de tempo? Ou uma questão de distância? Será que o que os olhos não vêm o coração não sente. Eu não gosto de ficar presa ao passado, não me adianta muito e não me traz nada de novo no presente ou futuro. Às vezes, gosto de relembrar o passado e, às vezes, o passado gosta de me visitar. E aparece, assim de surpresa, nos cantos da minha memória, só para dizer "Ei, não te esqueceste de mim pois não?", só para se certificar que bem lá no fundo eu não esqueci (e será que não ultrapassei também?). Ele vem e fica ali, só a olhar, a avaliar tudo o que eu faço para evitar reparar nele, falar com ele. Eventualmente, há-de se cansar de esperar e desaparece por mais uns tempos... Mas volta. Volta sempre. Tem sempre o seu momento certo de aparece...

Passear e Pensar Sozinha.

Às vezes, gosto de passear sozinha. Às vezes, com auriculares a ouvir música, outras vezes não. Gosto de ir por ali fora e pensar nas coisas. Gosto de me sentar no metro, à beira da janela e ver a paisagem, ver as ruas, as pessoas, tudo a passar àquela velocidade. Gosto de ficar ali a olhar e a pensar em várias coisas. Hoje foi um desses dias. Não sei se foi pela música que estava a ouvir, ou por outra razão qualquer. Fiquei um pouco melancólica. Fiquei a pensar no que realmente eu ando à procura. No fundo, no fundo, acho que não procuro nada. Mas, de vez em quando sinto falta de algo e não sei bem o que é. Acho que tem algo a ver com o amor, mas não sei, porque quando penso nisso não sei bem o que quero. Quero uma relação séria com alguém? Quero algo sem compromissos? Não quero ninguém? Pois, não sei. Eu tenho muitos problemas ou preconceitos em no que toca a relações sérias, mas também não tenho nada contra relações sem compromissos. Acho que o importante é a sinceridade sempre. M...

Um dia

Um dia ele disse-lhe que a queria. Um dia ele disse que se tornariam um só. Um dia ele sussurou-lhe ao ouvido. Um dia ele fê-la sentir-se especial. Um dia ele abraçou-a. Um dia beijou-a. Um dia ele disse-lhe que ela era tudo para ele. Um dia ele gostou dela? Um dia ele amou-a? Um dia... Um dia tudo isso foi verdade No outro tudo isso virou mentira? Um dia tudo o que ele disse fez deixou de fazer sentido. Um dia ela teve de digerir todas essas mudanças. Um dia ela teve de aceitar que ele era outra pessoa. Que era outra pessoa, que teria outra pessoa. Um dia ela teve de aceitar que para ele, ela era apenas uma pessoa no meio de tantas outras. Um dia ela terá de olhar nos olhos dele e perceber que não foi nada. Um dia ela terá de perceber que tudo o que um dia ele disse, fez ou foi não passou de algo que ela criou na sua cabeça. Um dia ela vai cair em si. Um dia eles vão encontrar-se e pôr um ponto final naquilo que um dia foram.