Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Minha Querida Amiga

Minha Querida Amiga, Realmente nos dias de hoje é difícil encontrar pessoas verdadeiras. A cada dia que passa e cada vez que conheço alguém, mais me desiludo com os seres humanos. Alguns de nós são simplesmente desprezáveis. No entanto, tenho-te a ti, minha amiga. Alguém que espero nunca perder. Conheço-te há tanto tempo e tu a mim que já não há muito a esconder. Sinto do fundo do coração um grande amor e amizade por ti. E são pessoas como tu que espero ter para sempre. Porque és minha amiga do peito, minha irmã de coração, porque me apoias sempre e estás ao meu lado, porque me consegues tranquilizar nas horas mais difíceis. És quantas vezes meu porto de abrigo. Sei que não encontrarei ninguém como tu, por mais que possa procurar e é também por isso que espero nunca perder esta amizade tão genuína. Obrigado por todos os momentos em que estiveste ou não, mas que de uma forma ou de outra ajudaste. Obrigado por hoje, por sempre e para sempre. Sou muito feliz por te ter ...

Dança.

Dançar. Dançar. Dançar. Há dias em que a mente e o corpo pedem apenas isso. Música, movimento, liberdade. É como descer ou voltar às origens daquilo que somos. Eu volto àquilo que é a minha essência, o mais puro de mim e talvez o mais ridículo, mas também o mais livre. A sede aperta e bebo. O ar é pesado. O corpo molhado do calor que aí se faz e de uma dança que ainda não acabou. Quente. Isto pede mais uma bebida, mais um copo, mais um golo, mais uma gargalhada, mais um pé de dança. Que importa a figura em que estou neste momento? Nada importa enquanto estou ali a dançar, porque me rodeiam amigos que sabem o que sou e de onde venho. Sabem que não bebo para esquecer ou para me embebedar mesmo. Não tenho objectivos com a bebida. Bebo porque sim, da mesma maneira que danço. Porque o corpo pede. Pede que dance ao som de uma música que me envolve e prove o sabor fresco da bebida que tenho na mão. Não tenho objectivos quando vou a um bar ou discoteca. Não vou para o engate, não vou par...
Vem. Põe um bom vestido em cima, calça uns sapatos caros, maquilha-te. Transforma-te e vem. Mesmo que não sejas tu própria a vir, vem, o que interessa é que estejas, ainda que não sejas realmente tu. Vou. Mas vou sem esse bom vestido, sem esses sapatos caros e sem pinturas na cara. Vou eu. Vou com um vestido e uns sapatos, é verdade. Porém ainda sou eu que vou.  Não me consigo mudar. Não tenho jeito para vestidos caros, nem sapatos de salto alto, e muito menos para maquilhagem. Porque essa não sou eu. Nem sequer vou mexer no meu cabelo, porque o meu cabelo é assim e mudá-lo seria mudar-me. Decidi que não quero mudar. Aparecerei porque estaremos todos juntos e porque também lá estarão pessoas que deixaram saudades e outras que deixarão mais tarde. Vou. Talvez vá por alguma força maior que não me deixa dizer que não. Mas essa mesma força que há em mim diz-me para não me perder naquilo que não sou, para não esquecer a essência do meu mundo que quero defender e proteger...

Café e uns pensamentos

E não há nada como acordar de manhã e ter horas para chegar, mas despacharmo-nos demasiado rápido e podermos simplesmente sentarmo-nos um pouco no café da esquina. Há tempo para pedir o dito café, tomá-lo e vaguear um pouco (como faço agora). Tudo o que digo ou escrevo não passam de divagações e, conforme o estado de espírito, serão elas raivosas ou pacíficas. Contudo, aqui me encontro eu, nesta pequena sala, apenas com mais três clientes. O silêncio é suficiente para ouvir o trabalho da cozinha enquanto o senhor na mesa ao lado passa as folhas do jornal e, entre o barulho de alguns carros (já de manhã), é possível ouvir o burburinho apaixonado do casal de namorados, na mesa ao fundo, que toma o pequeno-almoço, alegre, no seu ritual amoroso. E eu nesta simples mesa. Parece-me que quando o silêncio é demasiado profundo se consegue ouvir a caneta a gatafunhar no papel e os meus pensamentos confusos. Mas, isto são mais divagações. Pago o café e saio para a rua. Começa o dia. ...

O tempo

O tempo é como o vento. O tempo é como um rio. O tempo é como a vida. Passa, passa, passa... (...) Mais nada, shhh.... Passa. Tenta apanhá-lo. Mas não dá. Ele passa sereno na sua rapidez, na sua velocidade de simplesmente passar. (O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu que o tempo que o tempo tem é igual ao tempo que o tempo tinha...)

Estranho/a

A vida é matreira, as pessoas seres em constante transformação. Chego à conclusão que o que quero num minuto, recuso no seguinte. Parece que não sei o que quero da vida, mas existem momentos em que tenho certezas absolutas. Estranho. Serei a estranha? O allien? O extraterrestre dentro de mim? Porém, apesar de às vezes estes sentimentos me assustarem também me satisfazem. Sinto-me bem por ser capaz de mudar, evoluir e crescer a cada minuto que passa. Contudo, aflijo-me por ser tão inconstante e instável, sendo que quando atinjo um estado de felicidade e paz, algo encontro para mudar esse panorama (bem sei que também a felicidade plena é difícil de encontrar, porque a procuramos nos lugares onde não existe...). Por outro lado, essa instabilidade acaba por me forçar a lutar mais por algo melhor, a não me conformar e a tentar ir mais longe... O que quero eu? O que sei eu? Não sei. Sei nada. Estranho. (Sou) Estranha.

A harmónica alegre

Por motivos de trabalho estava a procurar na internet umas músicas do Bob Dylan, mais propriamente " Blowing in the wind ". Encontrei, como sempre, várias versões e também, como sempre, fiquei confusa com tanta variedade. Lá carreguei numa. Era realmente a música que eu procurava e fiquei especada a ouvi-la, completamente deliciada. Era a música, sim. Apenas com harmónica.  Lá no meu inconsciente pensei que me fazia lembrar alguma coisa. Havia algo que eu queria recordar, mas que estava fechado a sete chaves no baú velho das nossas memórias, que apesar da pouca idade que tenho, já estão guardadas memórias de dezoito anos. Ah. E quase me vieram as lágrimas aos olhos. Ah... era isso afinal. A harmónica. Lembraste de quando tocavas para nós? Apesar de tudo conseguias ser uma pessoa tão alegre. Sei que muitas coisas devias fazer para te distraíres, mas agora que olho para trás penso que nos fazias muito feliz apenas a tocar harmónica. Uma música, qualquer que ela fosse...