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destralhar

Eu achava que não comprava muitas coisas, principalmente roupa. Além disso, revejo o meu armário várias vezes ao ano e retiro sempre muita roupa que dou a outras pessoas. E ainda assim consigo ter um armário cheio de coisas que não uso, que uso só quando o rei faz anos, ou quando a perguiça bateu forte e não tratei da roupa mais cedo, e agora só tenho aquelas roupas que são uma 12º opção para vestir e lá terá de ser. Isto começou-me a fazer confusão. Tanta roupa e tão pouca coisa para vestir. Fiz uma nova arrumação. Tirei o que uso só devez em quando, tirei aquilo que "há quem sabe um dia dá-me jeito" e tirei aquelas roupas com cores que não têm nada que ver comigo e que não me sinto confortável para usar. Neste momento, não preciso de comprar mais nada. Retirei muita roupa e continuo com o armário cheio. Honestamente, acho que ainda tenho muita coisa que posso tirar e minimizar ainda mais o número de roupas que tenho. Gostava de, um dia, para além de ter um guarda-roup...

Parar

O tempo não pára.  Por isso, temos nós de criar essa ilusão.  Fazer magia, parar o relógio e acalmar.  Tirar um tempo para nós, para abrandar o ritmo.  Tirar tempo para pensar no que estamos a fazer e porque estamos a fazer. Pensar nas razões, no que nos move, no que nos motiva.  Por que, às tantas, damos por nós em piloto automático, a cumprir agenda,  a seguir o relógio, atrás da horas que correr e que não conseguimos apanhar,  a distanciarmo-nos cada vez mais dos outros, de quem gostamos,  porque falta o tempo, que nos foge,  olhamos para o relógio e "caramba, já é tão tarde",  "estou tão cansada"  e fica para amanhã,  fica para depois,  fica para a próxima. E quando a próxima? Será que chega? Enquanto somos prisioneiros da agenda, será que conseguimos encontrar a liberdade para estarmos com quem mais importa para fazermos o que verdadeiramente gostamos? Entre o tempo e o dinheiro há lugar para o m...
Farta dos interesses. Farta das confusões. Farta dos julgamentos e das falsas revoluções. Farta das intrigas Farta das discussões Farta que não se abram mais os corações. Farta de quem não pensa e de quem não quer saber Farta de quem finge  e de quem só quer aparecer. Farta de ficar para segundo Farta de não ter segundos suficientes para estar com aqueles que são mais importantes. Farta de quem não ouve e de quem finge ouvir Farta de quem fala muito e não quer agir. Farte de dar amor  e receber facadas. Farta de relações vazias e corações presos. Farta de mentes pequenas  e de mãos fechadas. Farte de abraços que não apertam Farta de perder Farta de que me percam. Farta das brigas das guerras e das agressões Farta de tudo o que passa  nas televisões. Farta de um mundo cheio. Farta de aparências. Farta de nódoas negras. Farta de ver crianças a chorar E pessoas a matar. Farta da falta de amor de compaixão de paz e da esperança...

É porque sentimos

Talvez as outras pessoas também fazem parte da nossa relação. E se assim é também precisamos delas para que a nós estejamos em equílibrio.  Essas outras pessoas com quem estamos, com quem nos envolvemos e de quem gostamos, têm um valor e significado para cada um de nós, e para o nós que somos juntos.  Não são só mais uma pessoa. Não é só porque sim. É porque sentimos.  É porque nos sentimos todos. Essas pessoas também trazem riqueza para o nosso meio, fazem-nos sentir bem, dão-se ao que somos, tal como nós nos damos, talvez sem nenhum de nós saber muito bem o que está a ser construído nesta mistura que criamos.  E nesse momento, são essas pessoas que queremos, que desejamos. Tudo isto faz parte de nós, de mim e de ti. Do nosso pequeno mundo que se abre, por vezes, a outros. E tudo isto, acredito, nos torna mais ricos, mais abertos, mais predispostos a ser o que realmente somos e a dar asas ao que verdadeiramente sentimos. Aqui e agora. Sem preconceitos, s...

Pequenas grandes mudanças

Não é preciso muito para mudar. E grandes mudanças levam o seu tempo. Mas há pequenas coisas que fazem a diferença, em nós, nos outros e no planeta. Por muito complicado que possa parecer, às vezes a resposta encontra-se nas coisas mais simples. Muita gente fica admirada quando digo que vou quase todos os dias a pé para a formação que estou a frequentar. Nesse trajeto demoro cerca de 35 minutos e faço-o, por norma duas vezes por dia, 5 dias por semana. Há dias em que não o faço, mas principalmente começando o bom tempo, é o mais provável de acontecer, nos dias em que tiver formação. Há uns anos também ia a pé para o trabalho, e nesse trajeto demorada cerca de 45 minutos. Parece-vos muito? Se calhar é. Mas o que eu fiz foi simplesmente integrar o exercício físico na minha rotina diária.  Não precisamos de andar obcecados com exercício físico, mas podemos mudar pequenas coisas no dia-a-dia, que promovem o nosso bem-estar.  Neste momento, não me sinto motivada par...

Esperança num novo mundo

A Margarida nasceu num tempo em que gostar de pessoas do mesmo género era considerado estranho, excêntrico e acima de tudo anormal. A Margarida nunca sabia o que dizer às pessoas. Sempre se deu bem com toda a gente. No infantário, sempre brincou com meninos e meninas, sempre gostou de barbies e bonecas, da mesma forma que gostava de carros, de futebol e de brincar na lama. Tinha sempre dificuldade em perceber porque é que o azul era para rapazes e o cor-de-rosa para raparigas, até porque ambas eram as suas cores preferidas - como podia ela gostar de uma cor de rapaz? Estranho. A Margarida foi crescendo, sentindo-se sempre um pouco esquisita, um pouco à margem, um pouco excêntrica, mas tentando sempre passar despercebida. A sua adolescência, foi vivida com algum custo, sem que soubesse o que fazer quando corava ao olhar para uma rapariga, ou quando um rapaz lhe dava a mão. Foi continuando a sua vida, sem se saber definir, sem saber exatamente quem era, o que queria, ou como lidar co...

the world cries

all the whole world cries but when will the world wake up? we pray for the others that we don't know that we never met that are already gone that we forget almost everyday but now are we just going to wait and see? see all the mess all the stress all the killing all the war all the bullets all the crying all the world  crushing down? we are ashamed for what happened for what was done what they did what we did what about the things we do nowadays? all the children all the women all the poor and all the sick people all the excluded that we put away. what about all the madness we accept in our lives in our world as normal as okay as if we are not the ones to blame. we let ourselves be swallowed by all the walls all the hate all the lies and it grows and grows from the inside out, when we open our eyes it's all gone. all the money for nothing all the love never felt all the hope always gone  but never dead at least  it is never dea...