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Mensagens

Sou e não sou

Posso parecer, mas não sou. Não sou forte. Não sou de pedra. Não sou fria, nem insensível. Posso parecer, mas não sou. Emociono-me com uma simples frase, dita no momento certo. Sou capaz de chorar no filme, menos lamechas, porque me identifiquei com algo que aconteceu. Por mais que me habitue a despedidas, continuo deixar cair uma lágrima nesses momentos. Posso parecer, mas não sou. Posso não chorar à tua frente. Pode parecer que não me importo. Pode não parecer, mas tenho sentimentos. Posso entender as tuas razões, mas não abandonar as minhas. Posso entender-te, mas continuar a querer que me entendam a mim. Posso parecer dura, mas também quebro. O meu saco também enche. A minha paciência também se esgota. O meu amor é livre, mas também se cansa. Não sou fria, mas vou aprendendo a afastar-me quando é preciso. Não sou insensível, mas sei respeitar o teu espaço. Não sou de pedra, mas sei fingi-lo, se necessário para preservar o meu mundo...

O meu primeiro amigo.

Posso passar dias e dias sem lhe falar. E posso até nem reparar. Às vezes, até me sinto mal por isso. Sou tão desnaturada. Mas não gosto muito de falar ao telefone, parece que nunca tenho nada de interessante para dizer.  Esqueço-me que, se não for por telefone, neste momento, é difícil manter um contacto regular com ele. Esqueço-me. Acho que, às vezes, a minha mente quer esquecer que ele está longe. Quer só lembrar que ele está bem, que está feliz, e que a razão para não o ver nada tem que ver com a distância que nos separa. E esqueço-me. Mas a verdade é que ele está longe.  Há uns tempos, caiam-me as lágrimas ao despedir-me dele. Hoje cairam-me as lágrimas ao vê-lo chegar, no aeroporto, depois de meses longe, de saudades meio escondidas. Ele foi o meu primeiro amigo. Por vezes, gozava comigo. Por vezes, fazia-me rir tanto que me engasgava com a comida e a minha mãe ficava super preocupada. Já nos chateámos muito. Mas também já demos super abraços em momentos men...

destralhar

Eu achava que não comprava muitas coisas, principalmente roupa. Além disso, revejo o meu armário várias vezes ao ano e retiro sempre muita roupa que dou a outras pessoas. E ainda assim consigo ter um armário cheio de coisas que não uso, que uso só quando o rei faz anos, ou quando a perguiça bateu forte e não tratei da roupa mais cedo, e agora só tenho aquelas roupas que são uma 12º opção para vestir e lá terá de ser. Isto começou-me a fazer confusão. Tanta roupa e tão pouca coisa para vestir. Fiz uma nova arrumação. Tirei o que uso só devez em quando, tirei aquilo que "há quem sabe um dia dá-me jeito" e tirei aquelas roupas com cores que não têm nada que ver comigo e que não me sinto confortável para usar. Neste momento, não preciso de comprar mais nada. Retirei muita roupa e continuo com o armário cheio. Honestamente, acho que ainda tenho muita coisa que posso tirar e minimizar ainda mais o número de roupas que tenho. Gostava de, um dia, para além de ter um guarda-roup...

Parar

O tempo não pára.  Por isso, temos nós de criar essa ilusão.  Fazer magia, parar o relógio e acalmar.  Tirar um tempo para nós, para abrandar o ritmo.  Tirar tempo para pensar no que estamos a fazer e porque estamos a fazer. Pensar nas razões, no que nos move, no que nos motiva.  Por que, às tantas, damos por nós em piloto automático, a cumprir agenda,  a seguir o relógio, atrás da horas que correr e que não conseguimos apanhar,  a distanciarmo-nos cada vez mais dos outros, de quem gostamos,  porque falta o tempo, que nos foge,  olhamos para o relógio e "caramba, já é tão tarde",  "estou tão cansada"  e fica para amanhã,  fica para depois,  fica para a próxima. E quando a próxima? Será que chega? Enquanto somos prisioneiros da agenda, será que conseguimos encontrar a liberdade para estarmos com quem mais importa para fazermos o que verdadeiramente gostamos? Entre o tempo e o dinheiro há lugar para o m...
Farta dos interesses. Farta das confusões. Farta dos julgamentos e das falsas revoluções. Farta das intrigas Farta das discussões Farta que não se abram mais os corações. Farta de quem não pensa e de quem não quer saber Farta de quem finge  e de quem só quer aparecer. Farta de ficar para segundo Farta de não ter segundos suficientes para estar com aqueles que são mais importantes. Farta de quem não ouve e de quem finge ouvir Farta de quem fala muito e não quer agir. Farte de dar amor  e receber facadas. Farta de relações vazias e corações presos. Farta de mentes pequenas  e de mãos fechadas. Farte de abraços que não apertam Farta de perder Farta de que me percam. Farta das brigas das guerras e das agressões Farta de tudo o que passa  nas televisões. Farta de um mundo cheio. Farta de aparências. Farta de nódoas negras. Farta de ver crianças a chorar E pessoas a matar. Farta da falta de amor de compaixão de paz e da esperança...

É porque sentimos

Talvez as outras pessoas também fazem parte da nossa relação. E se assim é também precisamos delas para que a nós estejamos em equílibrio.  Essas outras pessoas com quem estamos, com quem nos envolvemos e de quem gostamos, têm um valor e significado para cada um de nós, e para o nós que somos juntos.  Não são só mais uma pessoa. Não é só porque sim. É porque sentimos.  É porque nos sentimos todos. Essas pessoas também trazem riqueza para o nosso meio, fazem-nos sentir bem, dão-se ao que somos, tal como nós nos damos, talvez sem nenhum de nós saber muito bem o que está a ser construído nesta mistura que criamos.  E nesse momento, são essas pessoas que queremos, que desejamos. Tudo isto faz parte de nós, de mim e de ti. Do nosso pequeno mundo que se abre, por vezes, a outros. E tudo isto, acredito, nos torna mais ricos, mais abertos, mais predispostos a ser o que realmente somos e a dar asas ao que verdadeiramente sentimos. Aqui e agora. Sem preconceitos, s...

Pequenas grandes mudanças

Não é preciso muito para mudar. E grandes mudanças levam o seu tempo. Mas há pequenas coisas que fazem a diferença, em nós, nos outros e no planeta. Por muito complicado que possa parecer, às vezes a resposta encontra-se nas coisas mais simples. Muita gente fica admirada quando digo que vou quase todos os dias a pé para a formação que estou a frequentar. Nesse trajeto demoro cerca de 35 minutos e faço-o, por norma duas vezes por dia, 5 dias por semana. Há dias em que não o faço, mas principalmente começando o bom tempo, é o mais provável de acontecer, nos dias em que tiver formação. Há uns anos também ia a pé para o trabalho, e nesse trajeto demorada cerca de 45 minutos. Parece-vos muito? Se calhar é. Mas o que eu fiz foi simplesmente integrar o exercício físico na minha rotina diária.  Não precisamos de andar obcecados com exercício físico, mas podemos mudar pequenas coisas no dia-a-dia, que promovem o nosso bem-estar.  Neste momento, não me sinto motivada par...