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A mostrar mensagens de Abril, 2009

Lendo no Jardim...

Estava no jardim a ler, o gato passeava, entretido pelos verdes, enquanto eu passeava por uma pequena aldeia de Itália. Ouvi uns barulhos, olhei o céu (agora já não em Itália, mas lá no jardim): eram umas gaivotas. Por cá, costuma dizer-se, Gaivotas em terra, tempestade no mar.
Enfim, olhei o céu, estava claro e o sol brilhava. Não só brilhava como queimava um pouco a minha pele que já sentia saudades daquele quente... Tempestade? Só se andar no coração e cabeça das pessoas, porque por mim o tempo está bem bom.
Venha o Verão (faça-se Sol nas nossas mentes e nos nossos corações!)
Há dias em que o sol brilha
e tu simplesmente te sentas à chuva...
Mas tem dias em que a vida
é simples
e és capaz de ver o sol brilhar
sem ele lá estar.
Eu podia ter tudo
Conquistar o mundo.
Descobrir sítios
de lugares escondidos
lá nos infinitos.
se quisesse viajar
para outras cidades
grandes
distantes.
Conhecer novas pessoas
alemãs, indianas, chinesas.
Podia ter outros amores,
Pudores
Saborear novos sabores
Cheirar outras flores
Ouvir outros cantores
E músicos
Admirar outros pintores.
Quem sabe ser princesa
Rainha, dama
Presidente.
Eu poderia ser diferente.
Mergulhar noutros mares.
Voar noutro céu.
Viver noutro mundo.

Mas é aqui que eu estou
E que eu tenho o meu mundo
que está na minha mão
E é isto que eu sou.
Porque é aqui que está,
não só a razão,
a memória,
mas também o coração.

Coisas que perdemos pelo caminho

O filme lembrou-me de ti e de muitos outros momentos passados, presentes e futuros. Chorei.Não por ti, nem por mim. Não sei porque haveria de chorar por ti. E chorar por mim não teria sentido nenhum. Não sei se és parecido com a personagem ou se queria que fosses mais parecido.Lembro-me de ele ir para uma casa de reabilitação e ela não o queria ver, porque ele ia embora. Mandou-lhe uma carta por baixo da porta do quarto. Ela leu. O carro arrancou. Ela correu e correu atrás do carro. Parou saiu do carro. Ela abraçou-o forte e chorava. Ele partiu.Como tu. Tantas vezes. Ás vezes sem eu saber que partias. Tu partias na mesma. Algumas coisas perdemos sem querer, outras devem mesmo ser abandonadas. Umas ficam no passado, outras voltam. Outras nunca largamos. É preciso fazer a escolha certa, porque umas vezes dá para voltar atrás, outras não.