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Mensagens

Farta dos interesses.
Farta das confusões.
Farta dos julgamentos
e das falsas revoluções.
Farta das intrigas
Farta das discussões
Farta que não se abram mais
os corações.
Farta de quem não pensa
e de quem não quer saber
Farta de quem finge 
e de quem só quer aparecer.
Farta de ficar para segundo
Farta de não ter segundos suficientes
para estar com aqueles
que são mais importantes.
Farta de quem não ouve
e de quem finge ouvir
Farta de quem fala muito
e não quer agir.
Farte de dar amor 
e receber facadas.
Farta de relações vazias
e corações presos.
Farta de mentes pequenas 
e de mãos fechadas.
Farte de abraços que não apertam
Farta de perder
Farta de que me percam.
Farta das brigas
das guerras
e das agressões
Farta de tudo o que passa 
nas televisões.
Farta de um mundo cheio.
Farta de aparências.
Farta de nódoas negras.
Farta de ver crianças a chorar
E pessoas a matar.
Farta da falta
de amor
de compaixão
de paz
e da esperança.
Farta da falta de equilíbrio
e de segurança.
Farta de um mundo 
onde toda a gente parece
mas ninguém é.
Onde …
Mensagens recentes

É porque sentimos

Talvez as outras pessoas também fazem parte da nossa relação. E se assim é também precisamos delas para que a nós estejamos em equílibrio. 
Essas outras pessoas com quem estamos, com quem nos envolvemos e de quem gostamos, têm um valor e significado para cada um de nós, e para o nós que somos juntos. 
Não são só mais uma pessoa.
Não é só porque sim.
É porque sentimos. 
É porque nos sentimos todos.

Essas pessoas também trazem riqueza para o nosso meio, fazem-nos sentir bem, dão-se ao que somos, tal como nós nos damos, talvez sem nenhum de nós saber muito bem o que está a ser construído nesta mistura que criamos. 
E nesse momento, são essas pessoas que queremos, que desejamos.
Tudo isto faz parte de nós, de mim e de ti. Do nosso pequeno mundo que se abre, por vezes, a outros.

E tudo isto, acredito, nos torna mais ricos, mais abertos, mais predispostos a ser o que realmente somos e a dar asas ao que verdadeiramente sentimos. Aqui e agora. Sem preconceitos, só amor.


Pequenas grandes mudanças

Não é preciso muito para mudar. E grandes mudanças levam o seu tempo. Mas há pequenas coisas que fazem a diferença, em nós, nos outros e no planeta. Por muito complicado que possa parecer, às vezes a resposta encontra-se nas coisas mais simples. Muita gente fica admirada quando digo que vou quase todos os dias a pé para a formação que estou a frequentar. Nesse trajeto demoro cerca de 35 minutos e faço-o, por norma duas vezes por dia, 5 dias por semana. Há dias em que não o faço, mas principalmente começando o bom tempo, é o mais provável de acontecer, nos dias em que tiver formação.
Há uns anos também ia a pé para o trabalho, e nesse trajeto demorada cerca de 45 minutos.
Parece-vos muito? Se calhar é. Mas o que eu fiz foi simplesmente integrar o exercício físico na minha rotina diária. Não precisamos de andar obcecados com exercício físico, mas podemos mudar pequenas coisas no dia-a-dia, que promovem o nosso bem-estar. 
Neste momento, não me sinto motivada para ir para o ginásio nem para f…

Esperança num novo mundo

A Margarida nasceu num tempo em que gostar de pessoas do mesmo género era considerado estranho, excêntrico e acima de tudo anormal. A Margarida nunca sabia o que dizer às pessoas. Sempre se deu bem com toda a gente. No infantário, sempre brincou com meninos e meninas, sempre gostou de barbies e bonecas, da mesma forma que gostava de carros, de futebol e de brincar na lama. Tinha sempre dificuldade em perceber porque é que o azul era para rapazes e o cor-de-rosa para raparigas, até porque ambas eram as suas cores preferidas - como podia ela gostar de uma cor de rapaz? Estranho. A Margarida foi crescendo, sentindo-se sempre um pouco esquisita, um pouco à margem, um pouco excêntrica, mas tentando sempre passar despercebida. A sua adolescência, foi vivida com algum custo, sem que soubesse o que fazer quando corava ao olhar para uma rapariga, ou quando um rapaz lhe dava a mão. Foi continuando a sua vida, sem se saber definir, sem saber exatamente quem era, o que queria, ou como lidar com a…

the world cries

all the whole world cries
but when will the world wake up?
we pray for the others
that we don't know
that we never met
that are already gone
that we forget almost everyday
but now
are we just going to wait and see?
see all the mess
all the stress
all the killing
all the war
all the bullets
all the crying
all the world 
crushing down?
we are ashamed for what happened
for what was done
what they did
what we did
what about the things we do nowadays?
all the children
all the women
all the poor and
all the sick people
all the excluded
that we put away.
what about all the madness we accept in our lives
in our world
as normal
as okay
as if we are not the ones to blame.
we let ourselves be swallowed
by all the walls
all the hate
all the lies
and it grows and grows from the inside out,
when we open our eyes
it's all gone.
all the money for nothing
all the love never felt
all the hope always gone 
but never dead
at least  it is never dead.
the world cries
but will it change?
today
tomorrow
someday.

O caminho é esse

A vida sabe o caminho e nós também
vamos sabendo
nem que seja à medida que o percorremos
a cada passo que damos
a cada boleia
a cada voo
a cada queda
o caminho é esse
que fazemos
que escolhemos
que percorremos.
E vamos indo
trazemos tudo na nossa mala
sonhos, ideias, esperança
tudo o que é necessário
para avançar.

Respirar fundo e não reagir

Até me considero uma pessoa calma e tranquila, mas às vezes, o lado agressivo e impaciente vem ao de cima. E normalmente acontece nos momentos mais desadequados. Muitas vezes, vamos guardando coisas para nós, não dizemos o que nos irrita a determinado momento, porque não vale a pena, não queremos magoar as pessoas, etc. E em vez de nos deixarmos sentir e transmitir o que sentimos, escondemos e achamos que desaparece. Mas isso não acontece, ele fica só bem escondido no meio dos nossos pensamentos, pronto para saltar cá para fora num momento em que não é chamado. Nããoo! 
E, assim, sem pensar e sem dar por ela, estamos a meio de uma conversa perfeitamente normal e lá sai uma resposta da nossa parte bem mais agressiva do que esperávamos. Ai, mas agora já está, não vale a pena pensar mais nisso, passou. Pois, o problema é que normalmente escala, e a conversa torna-se uma discussão e depois num verdadeiro conflito. E, no final, vou para casa a pensar: mas que raio, nem sei como é que a conver…