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A mostrar mensagens de Janeiro, 2015

Para os meus putos preferidos VII

No outro dia foram príncipes encantados e reis poderosos. No outro dia, fugiram desta realidade e entraram numa história da Disney. Esqueceram as diferenças entre cada um e juntos foram um só. Criaram um reino de imaginação, onde cada um tinha o seu papel e onde a realidade não tinha lugar. Não faltou ação, não faltou imaginação.
Mas o mais bonito de tudo foi não terem faltado sorrisos, gargalhadas, expressões várias de entusiasmo e alegria. Vim-me embora com o coração cheio e uma lágrima a cair-me pela cara abaixo. Nesse dia só queria prolongar as horas e ficar com vocês. Nesse dia queria pegar em vocês, trazer-vos comigo, dar-vos o mundo e tornar reais os vossos sonhos inocentes de felicidade. Nesse dia, queria poder ser a família que vos falta e dar-vos todo o carinho e amor do mundo. Vocês fazem os meus dias valerem muito mais, obrigada meus pequenos reis.
Às vezes, é preciso forçar um bocado. Não temos vontade. Não temos motivação. Não temos interesse. Não nos apetece o mundo, as pessoas, a vida. Às vezes, só queríamos não acordar. Mas temos de forçar um pouco. Obrigar-nos a abrir os olhos e ver a luz do dia, o sol a brilhar lá fora, mesmo que esteja a chover torrencialmente. Mesmo que o céu esteja cinzento, que o amor pareça ilusão, que as críticas sejam uma constante, que o sorriso esteja escondido, que a paixão tenha perdido a força e o sonho se tenha dissipado. Mesmo que tudo isso e mesmo que o mundo pese muito e esteja a desabar. Mesmo assim, temos de continuar, porque logo a aseguir a tudo isso, algo vai mudar. Tu vais mudar, tu vais ser diferente e fazer a diferença. Vais fazer o mundo acordar, o amor voltar, o sol nascer, o sonho crescer e a paixão lutar. Tu vais mudar o mundo quando perceberes que estás e sempre estiveste no controlo de tudo. Não te deixes enganar. Tudo o que és, é teu. Tudo o que tens não te pertence. E só pr…

indefinição.

Não bebo para me esquecer de quem sou, simplesmente não sei quem sou, o que sou, o que quiserem. Não bebo sempre, mas são várias as vezes em que bebo e perco o controlo. Procuro a sensação de me perder, porque no fundo é isso que sinto todos os dias como um peso no peito. Procuro perder-me, atingir aquele estado em que as vozes ficam longe, os pensamentos ficam demasiado altos e os sentimentos muito perto. Procuro perder-me na esperança de me encontrar, na esperança de que daquele copo de vinho ou daquele charro emerja o meu ser, a minha pessoa. Porém, a única coisa que surge são frases sem sentido, comportamentos parvos, atos que magoam tudo e todos à minha volta, são vidros partidos e nódoas no corpo, são mãos que me tocam sem eu querer ou saber, são feridas no corpo, memórias turvas, pessoas que se afastam. Tudo o que emerge é errado, é negro, é ao lado; tudo o que emerge é demasiado desadequado, caótico, estúpido para a realidade em que vivo. E, se calhar, tudo o que emerge é tudo…