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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2010
Não me prendas, meu amor, porque eu não sei estar assim. Não queiras amarrar-me. Eu não sei viver assim. Sou uma pessoa complicada que segue o seu caminho, as suas crenças, os seus desejos. Talvez seja verdade, às vezes não sei ouvir as vontades dos outros. Talvez sim, talvez não. Sempre achei que ouvia demais os outros. Se calhar agora estou no outro extremo, cansei-me de ouvir e não sei fazê-lo mais.A questão é que já não sei não ser eu e só me sei seguir a mim. Caramba, sei que te isto te chateia, mas é que é mais forte que eu. Todos estamos habituados a determinados tipos de relações, eu acabo por me encaixar melhor naquele tipo que não controla e que respeita o espaço de cada um. Sei que se me disserem que hoje não dá nem para tomar um café, não há problema. A saudade aperta um pouquinho, mas nem por isso o amor se desvanece. Talvez tu vejas nesta minha perspectiva uma falta de afecto, de amor.Tal como eu vejo na tua um certo desejo de controlo. Não quero criticar. Tal como eu te…

Um dia vou ser Mar.

Acho que vou mergulhar, mergulhar bem fundo e, se puder, se conseguir ficar lá para sempre até comçar a ter barbatanas e uma cauda como as sereias e conseguir respirar de baixo de àgua. Tudo para não ter de voltar à superficie, para não voltar a terra, para não enfrentar o mundo. Vou ficar lá em baixo, no fundo do oceano, a deixar-me ir com a corrente, flutuando por todo o mundo até me cansar de novo do mar ou até olhar a terra com saudade. Saudade já eu tenho, mas tenho saudade do que era o meu porto seguro e já não o é. Pelo menos, não o é da mesma maneira, e eu assim já não me sinto segura, portanto perde o efeito. Sim, vou deixar que a àgua me engula, me transforme, me abane, me afogue, me faça desmaiar, morrer quem sabe. Para que depois me acorde, me reanime e me faça talvez vir à tona ver a luz do sol e perceber que tudo não passou de um ilusão, que foi apenas um mergulho na praia numa tarde quente de verão e que toda esta sensação de ser nada não foi mais que um fechar de olhos …

Basta!

Acho que sim, vou tentar esquecer. Vou levantar a cabeça e seguir em frente, deixar de me preocupar com os outros, ainda que esses outros sejam aqueles que eu pensei sempre estariam ao meu lado e teriam por mim um amor incondicional. Mas percebo que os laços de sangue não chegam e as pessoas tendem a querer viver através da vida dos outros. Vou esquecer, ou pelo menos tentar fazê-lo para não me magoar. Eu não sou saco de batatas de ninguém, nem uma almofada que ampara quedas e à qual damos murros quando o dia corre mal. Não sou. Nem podem descarregar em mim as tristezas das suas vidas e não, eu não sou a culpada de todo o mal do mundo.Exijo o respeito que todos os dias me pedem. Todos os dias me tenho diminuido um bocado em prol dos outros, para evitar conflitos, discussões, ambientes pesados e estou farta.Magoou-me olhar para vocês como uma familia feliz e não me ver lá no meio. Doeu porque pareceu que sem mim tudo estaria bem, mas doeu acima de tudo por não perceber a razão porque d…
"Amor = Tentativa de definição do Eu em termos de outra pessoa."Por alguma razão que desconheço ou não sei dizer tocou-me e fez-me sentido...
Não sei muito bem como dizer ou explicá-lo. Portanto, opto por pedir desculpa pela complexidade da pessoa que sou. Complexidade ou chamem-lhe o que quiserem. Se calhar chamo complexidade para me defender, não sei muito bem.
Sei que, às vezes, vivo vários dias num só, e passo por todos os estados possiveis desde o extremos da alegria a uma tristeza e melancolia que aparecem sem pedir licença, nem explicar de onde vêm afinal.
Não sei explicá-lo melhor que isto. Deve ser difícil perceber, porque eu própria me sinto um bocado frustrada nesses dias. Mas, simplesmente não consigo evitar esses sentimentos.
Nunca disse que era um pessoa com quem é fácil lidar, sou assim. E não sei muito bem definir-me, nem quero. Ao colocaram-me rótulos se calhar mais tarde acabam por desiludir-se, esperando demasiado de mim. Ás vezes não vou estar à altura de corresponder às expectativas dos outros... Às vezes nem às minhas... Outras vezes superar-me-ei.
Não rotulem (mesmo positivamente), ou pelo menos não fiqu…