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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2013
Eu acho que chega de desculpas. É que há dias em que não me reconheço e sou outra pessoa (pelos vistos!). Há dias em que em vez de fazer o que faria normalmente, em vez de fazer o que gosto, desisto de tudo, entrego-me à preguiça, ao aborrecimento, afundo-me no sofá a lamentar não estar a fazer o que queria e chateio-me com a tv por não passar nada de jeito. Mas que raio de férias são essas? Ok, um ou dois dias assim para relaxar e repôr sono e energia, tudo bem. Mas não posso nem quero passar as férias assim!
A partir de agora só passo as tardes em casa se estiver a chover ou se combinar alguma coisa com alguma amiga, tipo ver filmes, etc. Caso contrário, vou sair, apanhar o autocarro e ir para a praia, nem que seja sozinha; vou passear por aí, vou fazer qualquer coisa, nem que tenha de inventar. 
Sinceramente, acho que às vezes visto o papel de vítima e coitadinha - é duro de se dizer, é duro dizer isto a mim própria, mas é verdade. Coitadinha de mim que não tenho energia para fazer o…

S. João, S. João dá cá um balão para me animar!

Percebi hoje que as festas e feriados populares para mim são como o baile de finalistas do liceu. Não lidei com essa questão no baile, mas lido com isso neste tipo de festas, sempre, ou quase sempre. Faço planos, converso com amigos, combinamos programas...Descombino com algumas pessoas porque já tenho coisas marcadas. E chego à última hora sem par, sem ninguém, sem sitio para estar. Acabo as noites a sentir-me só, a sentir o copo meio vazio. Acabo a noite com inveja, remorsos e raiva. E não gosto. Sinto falta de ter alguém. Sinto falta de ter a família junta para celebrar estas festas, mas percebo que cada um tem o seu programa e que não têm de me incluir nele. Sinto falta de ter aquele grupo de amigos, aquele que está sempre lá, independentemente do que acontecer, aquele grupo que nunca diz que não, que nunca nos deixa na mão (estão a  ver ao estilo amigas do "Sexo e a Cidade"? Tipo, isso. Aquelas amigas que combinando ou não, aparecem sempre). Eu sinto falta disso, de tud…

Fantasmas

Quando é que os fantasmas do passado deixam de ser fantasmas e passam a ser só breves memórias?
Quando é que as pessoas deixam de nos afetar, de mexer com os nossos sentimentos depois de nos termos afastado delas?
Será que é tudo uma questão de tempo?
Ou uma questão de distância? Será que o que os olhos não vêm o coração não sente.

Eu não gosto de ficar presa ao passado, não me adianta muito e não me traz nada de novo no presente ou futuro. Às vezes, gosto de relembrar o passado e, às vezes, o passado gosta de me visitar. E aparece, assim de surpresa, nos cantos da minha memória, só para dizer "Ei, não te esqueceste de mim pois não?", só para se certificar que bem lá no fundo eu não esqueci (e será que não ultrapassei também?). Ele vem e fica ali, só a olhar, a avaliar tudo o que eu faço para evitar reparar nele, falar com ele. Eventualmente, há-de se cansar de esperar e desaparece por mais uns tempos... Mas volta. Volta sempre. Tem sempre o seu momento certo de aparecer, quando…