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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2010

Cross the line

E eis que damos de caras com uma linha, um limite, uma regra. O que fazer? Essas linhas existem ou são-nos impostas para nos mostrar caminhos que não deveríamos seguir, algo que não devíamos ser, barreiras, zonas interditas, nas quais não podemos entrar sem saber bem porquê.
O curioso e irónico de tudo isto é que quantos mais limites nos põem, mais nós sentimos necessidade de ultrapassá-los. É como um teste que queremos muito passar. É a curiosidade, a adrenalina, o perigo, o desconhecido, o quebrar as regras, o ser livre.
A verdade é que não existem linhas, apenas nas nossas mentes. Só existem as barreiras que nós construímos ou que tentam construir para nós.
Existem linhas que devem ser ultrapassadas sim, porque estão a impedir a nossa felicidade, o nosso caminho. outras não, porque vão contra os nossos valores. Dentro de nós fica a resposta... Se pisarmos a linha não temos retorno, mas se não a pisarmos também não há volta a dar. É uma decisão de momento. Ou cedemos a pressões ou som…

Fim.

Pronto. É hoje, ponto final e não há parágrafo nem travessão. Sempre pensei que as pessoas podiam terminar uma relação e manter o respeito pelo menos, não digo uma relação de amizade, mas o mínimo. Realmente, se não houve muito respeito na relação em si, dificilmente haverá depois de terminar. É verdade, tinham-me dito e eu não ouvi. Hoje percebi. É uma pena, mas já não temos nada a ver, é mero passado que decerto não irei esquecer, sendo apenas isso: momentos que já foram e se ficaram lá atrás. Ataques não valem de nada. Ficamo-nos por aqui.

Boa sorte e tudo de bom.

GAS'Africa

De repente tudo muda. Faz-se luz. No lugar de algumas dúvidas começam a surgir certezas. Certezas de querer sair, fugir, dar, ser, voar, agir, sofrer e sorrir. Posso não estar segura de nada, mas sei que não quero parar, não quero ficar, não conseguirei. Porque sinto um sufoco, um aperto no peito, o corpo preso nestas paredes da minha casa, nesta sociedade, neste mundo, nestas vidas. Quero outro sentir. Preciso. Necessidade urgente de me perder, porque já não me encontro. Tenho momentos de lucidez, nos quais tenho certezas, me conheço e tenho o mundo na mão. Mas tenho outros em que o chão me foge, as pernas tremem e a vida me foge das mãos.
É urgente ir. Por mim, mas principalmente por quem espera ansiosamente essa chegada.

A caixa de beijinhos

Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menia a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-lo debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para ti, Papá!"
Ele sentiu-se envergonhado da sua reacção furiosa, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Gritou e disse: "Tu não sabes que, quando se dá um presente a alguém, se coloca alguma coisa dentro da caixa?"
A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos e disse: "Oh, Papá, não está vazia. Eu soprei beijos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá."
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que lhe perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e, sempre que se sentia triste, mal h…

Liberdade

Liberdade é algo muito nosso que ninguém pode tirar. Sei, sim que anda de mão dada com a responsabilidade, saí que cada um seja responsável pelos seus actos e tenha que aceitar as suas consequências. Contra mim falo, dizendo que muitas vezes somos fracos e cedemos a pressões externas que em qualquer momento que estejamos mais débeis nos aparecem como um caminho mais fácil a seguir. Porém, é também fácil perceber que existe um ponto limite. Gostava que o normal fosse que cada pessoa quisesse viver a sua vida livremente e feliz sem incomodar os outros. Não digo que cada um viva para si e olhe apenas para o seu umbigo, porque existem afectos, relações, sentimentos que nos ligam. Porém, nenhum sentimento, seja ele qual for, dá o direito a alguém de nos privar da nossa própria liberdade. Viver para o outro sim, mas não limitar o outro. Isso não é um demonstração de afecto, é opressão e só faz com que ns queiramos afastar de quem nos faz sentir assim: inferiorizados, limitados, presos, sufo…