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A mostrar mensagens de Março, 2015

Cartas para ti X

Já não me lembrava de chorar de amor. Mas no outro dia, olhei para ti e emocionei-me, senti o peito cheio de algo, de uma energia boa que não sei definir melhor do que isto, caiu-me uma lágrima e sorri. Foi um lágrima tão feliz, acredita. Deixei-a cair, deixei-me senti-la e sentir a sensação doce de te querer, de admirar e de gostar de ti. Foi nesse momento que percebi que um pequenino lugar dentro de mim seria teu, sempre, independentemente do amanhã. Aquele pedacinho de mim é teu. Sim, esse. Aquele bocadinho de pele no ombro, aquele sinal na bochecha, aquele canto do lábio, aquele brilho nos olhos, aquele fio de cabelo que afastaste dos meus olhos e que teima em voltar sempre para a frente da minha cara. Afinal, são vários pedacinhos. E são teus.

fotografar-te.

Os dois deitados e tu olhas-me com cara de quem está a magicar um plano. Olhas para mim, olhas para a janela e para as luz que entra pela persiana, depois ficas a pensar. - Posso tirar-te um fotografia? Olho-te a tentar perceber o que estás a pensar. - Podes, acho eu. Porquê? - Queria tirar-te uma fotografia assim, contigo assim. És tão bonita, a sério. Apetece-me tirar-te uma fotografia. Rio-me um pouco envergonhada e lisonjeada, ao mesmo tempo, e escondo-me um bocado debaixo do lençol. É impossível dizer-te que não. - A sério. Gostava de guardar este momento assim: tu deitada na minha cama, nua e meia coberta com o lençol, sem quereres saber do que se passa lá fora, do tempo, das pessoas, do mundo. Só existimos nós os dois, aqui e agora. Eu não quero a fotografia para mostrar a ninguém. Quero-a só para mim, só para eu guardar este momento em mim, mesmo se um dia me esquecer. Silêncio. - Tira. - O quê? - Tira, podes tirar a fotografia. - A sério? - Sim. Tira.  - Está bem. Levanto um pouco o corpo…