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A mostrar mensagens com a etiqueta poemas
às vezes queria fazer-te pequenino esmagar-te encolher-te dar-te uma forma qualquer como a um pedaço de barro ou plasticina para poder sei lá meter-te no bolso e andar contigo todo o dia tocar-te beijar-te admirar-te ter-te em mim junto a mim mas penso também que se fosses assim  pequenino metia-te no bolso ou na carteira e de repente, podia perder-te deixar-te cair ao tirar uma moeda ou podias sair  pelo buraco do bolso velho num momento qualquer em que eu não notasse e só ao final do dia chegasse a casa e fosse tirar-te do bolso para te juntar à minha pele daria pela tua falta e não teria como te encontrar então prefiro-te assim como tu és mesmo que não te tenha em mim sempre prefiro-te assim com toda a liberdade  de seres e estares e viveres e amares fora do meu bolso ou carteira prefiro-te assim do teu tamanho natural com tudo aquilo que és prefiro-te assim e vivo-te sempre que posso e é sempre bom guardando-te sempre ...

Pausar

Pausar Parar Ficar preso. Bloqueado  entre dois tempos Nem ali Nem acolá Dois tempos que não existem Um já foi O outro ainda será Quem saberá? Como se fosse possível parar quando o relógio continua a marcar as horas quando o tempo continua a avançar e julgamos nós ousamos nós dizer que vamos  fazer uma pausa na nossa vida,  iludidos na ideia  de que conseguimos parar tudo para pensar e concertar o que está errado. Porque é isso que queremos Abrandar a velocidade tornar o erro menos grave fazer a falha mais pequena. Sarar a ferida em pausa, para não doer. E se conseguirmos fazer isso,  não seria tão bom? Mas será que conseguimos depois avançar sem ficarmos parados no tempo nesse período de pausa pode o botão ficar bloqueado e  nunca mais avançarmos? Será que conseguimos  tornar as coisas certas e regressar à velocidade normal  das vidas e continuar a viver, a rir, a par...

the world cries

all the whole world cries but when will the world wake up? we pray for the others that we don't know that we never met that are already gone that we forget almost everyday but now are we just going to wait and see? see all the mess all the stress all the killing all the war all the bullets all the crying all the world  crushing down? we are ashamed for what happened for what was done what they did what we did what about the things we do nowadays? all the children all the women all the poor and all the sick people all the excluded that we put away. what about all the madness we accept in our lives in our world as normal as okay as if we are not the ones to blame. we let ourselves be swallowed by all the walls all the hate all the lies and it grows and grows from the inside out, when we open our eyes it's all gone. all the money for nothing all the love never felt all the hope always gone  but never dead at least  it is never dea...

O caminho é esse

A vida sabe o caminho e nós também vamos sabendo nem que seja à medida que o percorremos a cada passo que damos a cada boleia a cada voo a cada queda o caminho é esse que fazemos que escolhemos que percorremos. E vamos indo trazemos tudo na nossa mala sonhos, ideias, esperança tudo o que é necessário para avançar.

Love can be so much more, if you just let it be.

I knew almost nothing about her. But what she showed me was so much. I didn't know until then, how little I knew about love and about myself. She kissed me and the world change. It got bigger, and it turned into a big mess of infinite possibilities. It was amazingly scary and terrifically wonderful. How can someone we almost don't know, see us so well. She kissed me and I knew: love is free, as free as you want it to be. Love can be so much more, if you just let it be.

pedaços.

Eu queria. Pegar em ti, em todos os teus pedaços rasgados e perdidos por aí,  encontrá-los a todos,  um a um, e colá-los a mim.  Com a toda a calma e com todo o carinho,  cobrir-me deles,  despedaçar-me também.  desfazer-me, esquecer-me e lembrar-te. Desfazer-me em ti  e criar-nos de novo.

?

adorava saber o que quero fazer. para onde quero ir. quem quero ser. ou talvez não. gosto desta desta incerteza, embora por vezes ela me engula. o futuro assusta-me pela possibilidade da rotina segura. apesar de, por vezes, atraente, não a quero. talvez nunca tenha querido, mesmo quando ma queriam dar. se o que eu quero são janelas abertas, não posso dizer-te que vou ficar. o meu chão sempre tremeu mesmo debaixo dos meus pés. há dias que sossega, mas fica sempre o tremor de quem quer ir e ficar. já me custa saber onde estou hoje, quanto mais falar-te sobre o amanhã.

Cartas para ti VI

23.08.2014 Torna a minhas noites, dias. Por favor. Hoje apetece-me pedir-te isto. Torna as minhas noites dias, que é como quem diz ajuda a tornar os meus vazios em espaços preenchidos o meu cansaço em energia as minhas lágrimas  em sorrisos a minha dor em prazer a minha frustração em persistência. Só não preciso que tornes o meu amor em algo mais. Desse tenho para tudo e todos E para ti também. Esse não quero transformar em nada diferente só continuar a dá-lo, sem limites. Mas confesso hoje apetecia-me chamar por ti sim. E podíamos sentar-nos por aí em qualquer canto em qualquer banco em qualquer chão deixar as palavras surgirem esquecer o mundo esquercer-nos de nós. E esperar que esta noite se torne dia.

Um dia

Um dia ele disse-lhe que a queria. Um dia ele disse que se tornariam um só. Um dia ele sussurou-lhe ao ouvido. Um dia ele fê-la sentir-se especial. Um dia ele abraçou-a. Um dia beijou-a. Um dia ele disse-lhe que ela era tudo para ele. Um dia ele gostou dela? Um dia ele amou-a? Um dia... Um dia tudo isso foi verdade No outro tudo isso virou mentira? Um dia tudo o que ele disse fez deixou de fazer sentido. Um dia ela teve de digerir todas essas mudanças. Um dia ela teve de aceitar que ele era outra pessoa. Que era outra pessoa, que teria outra pessoa. Um dia ela teve de aceitar que para ele, ela era apenas uma pessoa no meio de tantas outras. Um dia ela terá de olhar nos olhos dele e perceber que não foi nada. Um dia ela terá de perceber que tudo o que um dia ele disse, fez ou foi não passou de algo que ela criou na sua cabeça. Um dia ela vai cair em si. Um dia eles vão encontrar-se e pôr um ponto final naquilo que um dia foram.
Dá-me a mão que o tempo passa e eu quero guardar-nos. Dá-me a mão que as pessoas que mais quero esquecem-se que as palavras são pedras que ferem. Dá-me a mão para que eu saiba que ainda que os vidros das janelas se partam as portas se fechem os caminhos desapareçam as casas se destruam os muros caiam algo persite ainda imune a esse caos Dá-me a mão para que eu sinta que ainda que outros laços fortes se quebrem como papel fraco os nossos são eternos Dá-me a mão para que  no meio de um tudo sem qualquer sentido eu me possa agarrar a algo único que é o sentido da minha vida. Dá-me a tua mão para que eu sinta a segurança da simplicidade deste amor que ninguém quer ver, reconhecer ou aceitar. Dá-me a tua mão só porque sim Dá-me a tua mão.
Dança, grita, salta, pula... Esquece, apaga, cala, fecha. Renova-te, renasce, reinicia, reinventa. Deseja, ama, sente, dá-te. Entrega-te, descobre, procura, Cria, imagina, sonha,  Anda, corre, vive.

desejos

Vem, vem... Vem que o corpo pede e tu também queres. Vem que esse sorriso nos lábios não engana e ambos sabemos como acaba. Vem que faz frio e eu preciso... Vem, vamos gozar um pouco, como quem não quer a coisa, esquecer esse mundo louco, vem... vem, meu bem, não há nada para pensar, amanhã não sei onde vamos estar, mas vem, não interessa, não importa, vem hoje. Vamos colorir o mundo, por um segundo, o para sempre não existe, vem, que nenhum de nós resiste.
Há dias em que o sol brilha e tu simplesmente te sentas à chuva... Mas tem dias em que a vida é simples e és capaz de ver o sol brilhar sem ele lá estar .
Eu podia ter tudo Conquistar o mundo. Descobrir sítios de lugares escondidos lá nos infinitos. se quisesse viajar para outras cidades grandes distantes. Conhecer novas pessoas alemãs, indianas, chinesas. Podia ter outros amores, Pudores Saborear novos sabores Cheirar outras flores Ouvir outros cantores E músicos Admirar outros pintores. Quem sabe ser princesa Rainha, dama Presidente. Eu poderia ser diferente. Mergulhar noutros mares. Voar noutro céu. Viver noutro mundo. Mas é aqui que eu estou E que eu tenho o meu mundo que está na minha mão E é isto que eu sou. Porque é aqui que está, não só a razão, a memória, mas também o coração .

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, define com perfil e ser este fulgor baço da terra que é Portugal a entristecer – brilho sem luz e sem arder, como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quere. Ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal nem o que é bem. (Que ância distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora! Fernando Pessoa

Agora

Às vezes ponho-me a pensar E tenho a certeza do mundo E de mim Sei o que me espera e o que virá Lembro o que já foi. Porém, toda essa segurança é apenas ilusão Não consigo assegurar nada Do que será Onde está o futuro? O amanhã dirá Mas hoje não o sei. E assim esqueço tudo. Este dia a viver Sempre O caminho segue em frente O mundo avança E eu vou Olhos postos no que está aí Às vezes voltando lá atrás Sem nunca esquecer Onde estou .
É bom sonhar e esquecer Viajar no tempo Fechar os olhos e viver Os sentimentos todos aqui Em todos os poros da pele. É bom acordar Viver o tempo agora Olhar o mundo e arriscar. imagem retirada de weheartit.com iNêS