às vezes queria fazer-te pequenino esmagar-te encolher-te dar-te uma forma qualquer como a um pedaço de barro ou plasticina para poder sei lá meter-te no bolso e andar contigo todo o dia tocar-te beijar-te admirar-te ter-te em mim junto a mim mas penso também que se fosses assim pequenino metia-te no bolso ou na carteira e de repente, podia perder-te deixar-te cair ao tirar uma moeda ou podias sair pelo buraco do bolso velho num momento qualquer em que eu não notasse e só ao final do dia chegasse a casa e fosse tirar-te do bolso para te juntar à minha pele daria pela tua falta e não teria como te encontrar então prefiro-te assim como tu és mesmo que não te tenha em mim sempre prefiro-te assim com toda a liberdade de seres e estares e viveres e amares fora do meu bolso ou carteira prefiro-te assim do teu tamanho natural com tudo aquilo que és prefiro-te assim e vivo-te sempre que posso e é sempre bom guardando-te sempre ...