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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Os meus miúdos preferidos I

Para os meus putos preferidos. A vocês, hoje e sempre, só tenho a agradecer-vos. Foram só três dias ainda e sei que, entretanto, farão muitas asneiras e teremos dias mais difíceis. Sei que não é tudo cor de rosa e arco-íris gigantes, mas se nós quisermos... até pode ser. Obrigada pela companhia. Obrigada pelos sorrisos. Obrigada pela vossa alegria, pelas vossas palavras malandras. Obrigado por terem tornado o meu sábado melhor, muito melhor. Obrigado por me terem enchido o coração de amor e leveza, mesmo sem saberem. Hoje vocês fizeram o meu dia. É verdade. E sei que é nisso que tenho de me apoiar nos dias mais difíceis, relembrar-me da vossa magia e que, mesmo que esteja em baixo e cansada, vocês conseguirão sempre fazer-me sorrir.  E eu espero vir a ser capaz de fazer o mesmo.
Apesar de olhar para a vida com uma visão alegre e otimista, também tenho dias mais difíceis. Também há momentos em que tenho de parar e pensar um pouco sobre a situação até me sentir confortável com ela. Tenho dias assim e é com esses dias que tenho aprendido, apesar do desafio. Tenho pena que nem sempre as relações de amizade que tenho sobrevivam e se mantenham ao longo do tempo, tenho pena que algumas delas não tenham durado muito e tenho pena que em alguns caso tenhamos deixado que outras coisas se intrometessem na amizade. Ao mesmo tempo, quase que entendo que foi um processo normal entre pessoas que gostam uma da outra mas que têm ideias muito diferentes em relação a assuntos que são essenciais para ambas ou pelo menos para uma delas e, isso portanto, faz com que se afastem. Ultimamente, tenho perdido algumas amizades ou algumas relações. E é um sentimento estranho, porque continua a gostar dessas pessoas. Gosto e tenho saudades e guardo alguma melancolia de momentos passados em …

O meu maior vício.

Em alguns momentos, acredito piamente que sou uma pessoa de vícios. De certa forma, acredito que vem um pouco da minha família, temos algumas histórias de vícios, umas acabaram melhores que outras mas a vida é mesmo assim. Eu acredito também que sou uma pessoa de vícios, procuro viver com eles e retirar deles o máximo de prazer, sem deixar que me controlem, mas nem sempre é fácil. Tudo o que traz mais felicidade à minha vida é viciante e eu procuro cada vez mais e mais tê-lo na minha vida, de forma incansável e, por vezes, descontrolada. Não é uma vicio, por si só mau... de certa forma, acho que toda a gente devia procurar viver mais e mais daquilo que a faz feliz. Tudo o que me faz feliz, me vicia e neste conjunto de coisas que me fazem feliz há espaço para muito. Exemplos? Algumas drogas, alcoól (especialmente vinho), comida, sexo, amor. Eu explico-me melhor, calma. Algumas drogas e alcoól fazem-me feliz, retiram-me um peso de cima e ajudam-me a olhar para a minha vida de uma forma lev…

Cartas para ti VIII

Ontem senti a tua falta na noite da cidade. Senti falta de partilhar o vinho contigo, falta de partilhar um olhar cúmplice, falta de conversas banais, falta da tranquilidade que me davas no meio da confusão da noite, dos copos, da música, dos cigarros e das danças. Podia acontecer de tudo, e ainda assim tudo em ti era tranquilidade. Senti falta do caminho de volta às 7h da manhã, sem nos preocuparmos no fundo que horas são, quem somos e para onde vamos. Senti a tua falta no meio de gente que compreendo que não me compreendo. Senti a tua falta junto de amigos que conheço há mais tempo do que te conheço a ti, mas com os quais já não partilho nada do que sou. Senti a tua falta junto de pessoas que julguei amigos e não o são, junto de pessoas que julguei claras e me confundiram, junto de pessoas que me pareceram uma coisa e se transforaram noutra. Talvez tenha sido eu a fazer uma grande confusão com todas as pessoas. Talvez o problema esteja mesmo em mim.  Mas mesmo estando o problema em mim,…

Quando o amor.

Quando o amor é o que te move, tudo se torna mais leve e simples. O amor não tem de ser o bicho de sete cabeças, causador de mil sofrimentos, como tantas vezes se canta por aí. O amor tem tudo para ser bom, bonito e espalhado pelo mundo. Nós é que temos a mania de o complicar, de dizer que é difícil, que por vezes magoa e, tantas vezes, de o guardar para nós sem o partilharmos com ninguém, sem o partilharmos muitas vezes com aqueles que são o objeto do nosso amor. Aí é o medo que nos move e nos faz encolher e sentir pequeninos, tantas vezes. Pensamos que é amor e que é o amor que nos faz sentir assim, mas não. É o medo. E os medos existem para ser enfrentados e ultrapassados, para serem extinguidos.
Quando deixamos que o amor nos mova, tornamo-nos mais puros e genuínos. Porque aceitamos o que e quem nos rodeia. Porque vemos em tudo e em todos razões para amar e sorrir. Vemos em tudo e em todos uma beleza diferente, mesmo quando nem tudo corre como queremos. Mas quando deixamos que amor n…

Cartas para ti VII

10.09.2014

(estes dias contigo têm sido claramente das melhores coisas que me aconteceram ultimamente, obrigado)
Hoje foste embora e, apesar de o meu coração se sentir um pouco apertado por não saber ao certo quando volto a ver-te, sinto simultaneamente uma alegria genuina ao saber que vais. Alegria por te ver alcançar e realizar algo que realmente querias, alegria por te ver dar mais um passo em frente nos teus planos, alegria por imaginar as aventuras e experiências fantásticas que vais viver e que tanto tens procurado na tua vida. Quanto penso nisso, sinto o coração cheio e uma alegria imensa. Este é o teu momento, a tua vida, aquilo que tu queres e é só isso que interessa. Digo isto com alegria e amor no coração. De verdade. Quero que esta experiência seja tudo aquilo que procuras. Mas confesso, parte da minha alegria também existe pela dificuldade que sentiste ao ir embora, em deixar-me pela última vez.  Sim, senti alegria ao ver que també custou deixar o meu abraço, dar-me um último…

Cartas para ti VI

23.08.2014

Torna a minhas noites, dias. Por favor. Hoje apetece-me pedir-te isto. Torna as minhas noites dias, que é como quem diz ajuda a tornar os meus vazios em espaços preenchidos o meu cansaço em energia as minhas lágrimas  em sorrisos a minha dor em prazer a minha frustração em persistência. Só não preciso que tornes o meu amor em algo mais. Desse tenho para tudo e todos E para ti também. Esse não quero transformar em nada diferente só continuar a dá-lo, sem limites. Mas confesso hoje apetecia-me chamar por ti sim. E podíamos sentar-nos por aí em qualquer canto em qualquer banco em qualquer chão deixar as palavras surgirem esquecer o mundo esquercer-nos de nós. E esperar que esta noite se torne dia.

Cartas para ti V

21.08.2014

É vergonhoso o número de vezes que tenho pensado em ti. Muito. Não é vergonhoso, mas sim curioso e faz-me pensar. Na verdade, não me surpreende muito. Eu já me conheço e sei que gostei de ti. É tão simples quanto isso, gostei de ti. Talvez não logo, porque na verdade não me lembro de tudo o que falei contigo naquela noite, nem tão pouco cheguei à quele momento, sabes? Aquele momento em que dei por mim fora do tasco a olhar para ti, a aproximar-me e a beijar-te. Sinceramente, não sei. Nem me lembrava do teu nome... só me lembrei depois. Não posso dizer que gostei logo de ti, mas obviamente, em algum momento despertaste interesse em mim - um olhar, um comentário que fizeste, um toque. Algo em ti me chamou à atenção e me atraiu e por essa razão não quis dormir nesse dia, quis começar o dia a teu lado, a conversar até não poder ficar mais tempo. Sei perfeitamente que o que me conquistou foi precisamente o dia seguinte, o pós-bebedeira, a realidade da luz do dia, nós os dois, can…

Cartas para ti IV

20.08.2014

(manhã)
Quando estou contigo tenho sempre vontade de mais. De mais tempo. E tenho vontade de viver a vida ao máximo. E isso é uma coisa fantástica de se sentir. E sabes do que me lembrei? Lembrei-me que um dia gostava de ir contigo à praia, à noite, para nos deitarmos na areia fresca, lado a lado, ou encostados um no outro, e vermos o céu e as estrelas, enquanto as pequenas ondas rebentam junto à areia. Imagino-nos a conversar sobre tudo e sobre nada, a descobrirmo-nos um ao outro e um no outro. Seria mais um daqueles momentos que dura uma eternidade e ao mesmo tempo passa a correr. Não sei o que aconteceria depois, não sou muito boa com planos, mas não tenho dúvidas de que seria bom. Porque o é, sempre. Sabes o que podíamos fazer também? Acordar cedo, ou simplesmente não nos deitarmos sequer, aliás podíamos fazê-lo depois da nossa praia noturna, depois de contarmos as estrelas, depois de esgotarmos os temas de conversa, se é que isso é possível... podíamos ir ver o sol nascer, …

Cartas para ti III

19.08.2014
Sabes qual é uma das coisas que mais gosto na vida? Pode parecer banal, mas é verdade. Uma das coisas que mais gosto na vida são as noites que se transformam em manhãs e manhãs que duram o dia todo e dias que têm tantas horas quantas nós quisermos. Há coisa mais fantástica do que isso? Noites ou das que duram eternamente enquanto nós quisermos? Porque os dias não têm de chegar ao fim só porque a noite vem e não é obrigatório ires embora só porque a madrugada está a cehgar. Eu sei que é importante ter horários e horas, relógios e calendários, mas é igualmente importante darmos espaço ao improviso e vivermos a vida como se o nosso relógio estivesse sempre demasiado adiantado e, na verdade, ainda tivessemos muito tempo para fazer o que queremos fazer. Na verdade, há sempre tempo, ele não se acaba. Quer dizer, pode acabar quando morremos, não sabemos. Mas, ainda assim, continuará a existir para aqueles que continuam vivos, por isso não acaba, não tem fim. Se calhar, o tempo não exi…

Cartas para ti II

18.08.2014
(manhã) A vida tem-me mostrado a importância de aproveitar cada momento. Ao início, quando as pessoas que mais gostava se ausentavam, doía, ficava triste. Aos poucos, com o hábito e a experiência das despedidas constantes e pessoas que só podiam ficar perto durante algum tempo, percebi que mais forte e mais importante do que a ausência, é a forma como as pessoas se mantêm presentes e como aproveitamos o tempo que felizmente temos juntos. Por isso, deixei de me colocar questões como "como teria sido se esta pessoa tivesse ficado...?" ou outras coisas do género, porque me prendem a possibilidades imaginárias que não vão acontecer.  Então, digo-te que pensares no que poderia acontecer se não tivesses de partir, é uma pergunta interessante, com infinitas respostas possíveis, mas não deixes que te prenda e te afaste daquilo que somos e vivemos quando estamos juntos. Sei que não o fazes - pelo menos acredito nisso. Talvez o escreva para me lembrar a mim também de não o fazer…

Cartas para ti I

17.08.2014

Cada momento que vivo me apercebo que a vida é mesmo o que nos está a acontecer agora, neste preciso momento.
Em nenhum momento podemos saber o que vai acontecer a seguir e isso é tão, mas tão bonito. Deixar que a vida nos surpreenda, para mim, é das melhores coisas que podemos fazer, porque, na verdade, se estivermos atentos e disponíveis para a espontaneidade e para nos entregarmos ao moment, a vida traz-nos supresas agradáveis que são como uma lufada de ar fresco nas noites abafadas de verão, surpresas que nos mudam, nos fazem crescer e avançar na vida, em aspetos que sempre quisemos.

A vida tem-me trazido muitas surpresas e, apesar de algumas pessoas acharem que não me devia deixar levar tanto pelo momento e/ou sentimento, não consigo fazê-lo. É assim que vivo e ainda bem, porque dou espaço à vida para me apresentar pessoas como tu. Pessoas que, sem frande justificação (pelo menos inicialmente) me fascinam, me interessam, me atraem. Pessoas percebo um pouco depois, aparec…