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A mostrar mensagens de Janeiro, 2018

Tu que és psicóloga...

"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
"Tu que és psicóloga sabes que quem fuma erva acaba sempre por experimentar e passar para coisas mais graves"
"Tu que és psicóloga sabes que se um pai é assim o filho também vai ser, não há por onde fugir"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças mais quietas e sossegadas normalmente crescem com problemas"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

Art is about feelings.

A quick exercise of art therapy that I definitely want to repeat and spend more time exploring. Still, this really basic painting and its process made me think. 
In the exercise, before the painting, you are asked to lay down and breath deeply. In doing so, you try to imagine the path the air takes when it enters your body, where it goes and if it has some color. Then, if you want you can explore it a bit more.
So, I saw the air coming in, pure and green, flowing through my body, connecting me to the nature, to the earth. As my body gets in touch with nature, there's a warming energy, right outside my body, coming out from my skin. Then, when the air comes out, it comes out as love, to be spread around the world.
It was a relaxing exercise, that refreshed my energies. 
Art is not only about beauty and aesthetic. It's about feelings too. The feeling you put in what you do, the feeling people feel when they look at it.


Love can be so much more, if you just let it be.

I knew almost nothing about her.
But what she showed me was so much. I didn't know until then, how little I knew about love and about myself. She kissed me and the world change. It got bigger, and it turned into a big mess of infinite possibilities. It was amazingly scary and terrifically wonderful. How can someone we almost don't know, see us so well. She kissed me and I knew: love is free, as free as you want it to be. Love can be so much more, if you just let it be.



A introspeção é algo muito importante, que pode parecer bonito e relaxante, mas nem sempre o é. Não é nada fácil olharmos para nós e vermos as nossas falhas e vulnerabilidades. Mas, se não o fizermos, é bem mais difícil mudar e evoluir. E vamos continuar a bater com a cabeça contra a parede, sem perceber porque é que determinadas coisas continuam a acontecer. Eu ainda estou a trabalhar a nível do reconhecimento das vulnerabilidades, e uma delas é gritante e talvez comum a muitas pessoas: falta de confiança e/ou insegurança. Parece uma coisa banal, mas nem sempre é fácil admitir. Ou podemos até ser capazes de admitir para nós próprios, mas não para os outros. Para os outros, usamos sempre a capa de pessoa super confiante, invencível. Mas eu reconheço essa falha e sei que ela tem tido impacto em diferentes áreas da minha vida. A insegurança fez com que muitas vezes não falasse mais com determinadas pessoas, não procurasse relacionar-me mais com elas, apesar de sentir uma ligação e empatia …
Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…

#paciênciadevegetariano

Desde que me tornei vegetariana que tenho vindo a exercitar diariamente uma competência muito importante: a paciência. É que a partir desse momento, todas as pessoas viraram especialistas em alimentação ou então passaram a achar imensa piada gozar com o facto de eu ser vegetariana. Ok, toda a gente não, mas muita, muita gente faz isso. Aqui vai uma lista do que tenho ouvido ao longo dos anos, depois de dizer que sou vegetariana:

- então, o que é que comes?
- então, e a proteína?
- comes como os coelhos?
- ai, eu não consegui comer só saladas!
- eu também já fui vegetariana por um mês.
- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
- não sei como consegues, eu não passo sem um bom bife! Ai que maravilha!
- mas de vez em quando comes carne e peixe, não é?
- e não tens problema nenhum?
- mas dá muito trabalho fazer essas comidas, não dá?
- coitado do teu namorado, também tem de comer disso, não é? deve passar uma fome!
- então lá em casa fazem dois jantares não é? Porque o teu namorado não é vegetariano!
Não sei como, nem quando exatamente se partiu. Só sei que quando olhei para ele estava a começar a rachar, e foi rachando cada vez mais, até ficar ali em pedacinhos pequeninos e eu a pensar “Será que consigo consertá-lo?” Não sei se foi falta de atenção ou de cuidado. Se foi puro esquecimento ou simples perda de carinho, mas algo se passou que o quebrou. Terá sido a utilização constante ou o seu esforço contínuo em vão, talvez tenha trabalhado de mais, por quem não devia, e sem colher os frutos, e chegou um dia em que não aguentou mais e quebrou. Começou por um risquinho pequenino, tão simples de curar, mas que ninguém viu, ninguém tratou. Era só um pedacinho de cola. E o risco foi crescendo, atingindo o seu núcleo, quebrando-o todo, de dentro para fora. E agora? Será que o conserto? Por onde começo? Por dentro com calma e paciência, mesmo que demore um pouco mais? Por fora, o que está lá dentro logo se vê, desde que fique logo a parecer bem e bonito?

Afinal nunca ninguém me ensinou a con…