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Vem. Põe um bom vestido em cima, calça uns sapatos caros, maquilha-te. Transforma-te e vem.

Mesmo que não sejas tu própria a vir, vem, o que interessa é que estejas, ainda que não sejas realmente tu.

Vou. Mas vou sem esse bom vestido, sem esses sapatos caros e sem pinturas na cara. Vou eu. Vou com um vestido e uns sapatos, é verdade. Porém ainda sou eu que vou. 
Não me consigo mudar. Não tenho jeito para vestidos caros, nem sapatos de salto alto, e muito menos para maquilhagem. Porque essa não sou eu. Nem sequer vou mexer no meu cabelo, porque o meu cabelo é assim e mudá-lo seria mudar-me. Decidi que não quero mudar.
Aparecerei porque estaremos todos juntos e porque também lá estarão pessoas que deixaram saudades e outras que deixarão mais tarde. Vou. Talvez vá por alguma força maior que não me deixa dizer que não. Mas essa mesma força que há em mim diz-me para não me perder naquilo que não sou, para não esquecer a essência do meu mundo que quero defender e proteger. Não esquecerei aquilo que sou. Irei apenas eu, nem mais nem menos. Sem máscaras. Eu vou, com um vestido e uns sapatos. Vou.

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Tu que és psicóloga...

"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
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"Tu que és psicóloga sabes que as crianças mais quietas e sossegadas normalmente crescem com problemas"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

#paciênciadevegetariano

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- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
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- e não tens problema nenhum?
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Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…