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A partir do momento em que comecei soube que nunca mais iria querer parar. Porque sim, acredito que se constrói a si próprio, deve reflectir, olhar para dentro, querer conhecer-se, mas será sempre um ser para os outros e é também por causa dos outros que olha tanto para si e tenta ser melhor.
O voluntariado é uma parte central da minha vida. E a felicidade que me dá é do mais pura possível, pois o que recebo não se toca, às vezes, não se vê, mas sente-se e é tanto que não cabe em mim. É uma troca de bens que muita gente hoje em dia não vê. Sei que também dou. Dou tempo, dedicação e amor. Digo que é uma felicidade pura, porque no fundo os bens que circulam aqui não são palpáveis, mas valem muito mais do que um salário milionário.
Devia começar a promover-se este tipo de actividades, já que nós jovens somos o futuro, parece-me que seria bom que tivéssemos trabalhadas as nossas capacidades de nos relacionarmos com os outros e a sensibilidade de nos preocuparmos e de olharmos para eles.

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