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desculpa.

Odeio fazer-te sofrer, mas há coisas que são inevitáveis. Não gosto de ter certos pensamentos e sentimentos na minha cabeça e continuar a pensar neles, tirar conclusões, etc, sem falar contigo. 
Sei que a sinceridade, muitas vezes, pode ferir bastante. E sei que te magoou. Também me magoou porque além de tudo o resto, tu és o meu melhor amigo e eu estou a magoar-te.Desculpa.
Desculpa-me por tudo o que já te fiz passar anteriormente e por tudo o que te estou a fazer passar de novo, mas não posso fingir que está tudo bem, porque não está. A mim falta-me qualquer coisa. E tenho andado a tentar recuperar isso desde que voltámos, mas não consigo. Não sei onde está, como encontrá-lo, nem se será possível encontrá-lo. Não sei.
Sei que me falta algo e não consigo continuar assim.
Sim, estou a correr um risco. Sim, posso estar a perder muita coisa. Sim, custa-me afastar-me de ti. Claro que sim. Custa-me, é difícil, porque te adoro e sei que temos sido um porto de abrigo um para o outro. (poderemos continuar a sê-lo, mesmo que tudo um dia chegue ao fim?).

Desculpa.

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a vontade

Às vezes, vem a vontade a vontade de te ver sempre de estar contigo sempre de esquecer que tudo o resto existe e aí, venho embora, e procuro voltar a mim prefiro ter essa vontade aguentá-la,  diluí-la no tempo esticá-la,  fazendo-a durar, do que acabar com ela logo de uma só vez rapidamente, sem pensar e quase sem sentir então escrevo penso, pinto,  sonho,  grito, abraço essa vontade e trago-a comigo lá no fundo do peito como companhia E quando te volto a ver deixo-a sair para a sentir de novo e deixar que me invada e me faça feliz por te ver por te ter por estar contigo  e sentir novamente aquela vontade louca sem sentido de esquecer tudo o resto e sou só ali contigo eu e a vontade e todos os outros sentimentos e sensações e tudo e tudo. Para depois voltar a mim para que possa voltar para ti sem me esquecer de quem sou e de quem tu és independentes um do outro.
No meio da confusão, às vezes, o universo tem a sua forma de nos desafiar e de nos fazer parar. Perco-me entre a procura de pessoas, vivências, experiências e tudo o que possa haver para fazer, encontrar e visitar. Quando, na verdade, preciso de olhar para dentro, respirar e procurar em mim um lugar de calma e felicidade.  Então, lá vem a magia de estar prestes a partir numa mini viagem sozinha, algo que nunca antes fiz. E, talvez fosse demorar demasiado tempo a fazê-lo, porque partilhar me parece sempre mais interessante do que guardar só para mim. E porque apesar de parecer excitante a ideia de ir sem ninguém, ter alguém parece dar uma segurança e conforto extra.  Mas se as viagens são como a vida, então isto faz sentido. Vai sozinha, segue o teu caminho. As pessoas, entretanto, aparecem, se assim quiseres... e desaparecem também. Se sou capaz de seguir pela vida sem a necessidade de ter alguém, então sou capaz de partir também nesta viagem, sozinha, com muita confianç...
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