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desculpa.

Odeio fazer-te sofrer, mas há coisas que são inevitáveis. Não gosto de ter certos pensamentos e sentimentos na minha cabeça e continuar a pensar neles, tirar conclusões, etc, sem falar contigo. 
Sei que a sinceridade, muitas vezes, pode ferir bastante. E sei que te magoou. Também me magoou porque além de tudo o resto, tu és o meu melhor amigo e eu estou a magoar-te.Desculpa.
Desculpa-me por tudo o que já te fiz passar anteriormente e por tudo o que te estou a fazer passar de novo, mas não posso fingir que está tudo bem, porque não está. A mim falta-me qualquer coisa. E tenho andado a tentar recuperar isso desde que voltámos, mas não consigo. Não sei onde está, como encontrá-lo, nem se será possível encontrá-lo. Não sei.
Sei que me falta algo e não consigo continuar assim.
Sim, estou a correr um risco. Sim, posso estar a perder muita coisa. Sim, custa-me afastar-me de ti. Claro que sim. Custa-me, é difícil, porque te adoro e sei que temos sido um porto de abrigo um para o outro. (poderemos continuar a sê-lo, mesmo que tudo um dia chegue ao fim?).

Desculpa.

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Sou e não sou

Posso parecer, mas não sou.
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Posso parecer, mas não sou. Posso não chorar à tua frente. Pode parecer que não me importo.
Pode não parecer, mas tenho sentimentos. Posso entender as tuas razões, mas não abandonar as minhas. Posso entender-te, mas continuar a querer que me entendam a mim.
Posso parecer dura, mas também quebro. O meu saco também enche. A minha paciência também se esgota. O meu amor é livre, mas também se cansa.
Não sou fria, mas vou aprendendo a afastar-me quando é preciso. Não sou insensível, mas sei respeitar o teu espaço. Não sou de pedra, mas sei fingi-lo, se necessário para preservar o meu mundo. Não sou forte, mas aguento o que me aparecer, mesmo sem acreditar que…
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