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Oh Yeah, Here I Go!

Se há coisa que nunca percebi muito bem em mim são os meus altos e baixos, as minhas mudanças de humor repentinas e sem aviso. Não percebo, não as consigo antecipar e elas continuam a surpreender-me. E, BANG, de repente, quando estudo está a correr tão bem na minha vida, cai-me todo o peso do mundo em cima dos meus ombros, sem eu perceber bem porquê, porque nunca há, de facto, uma razão para me sentir dessa forma.

É como se eu fosse duas pessoas completamente diferentes e que vivem em extremos opostos - super felicidade e super tristeza. Vivo em dois pólos e só sei estar Super High ou Super Down. Acho que, na verdade, não me estou a queixar - apesar de, quando tenho as "crises de tristeza sem fim" é dificil e aborrecido para mim e muitas pessoas que me rodeiam - porque sinto que vivo muita coisa no limite. Pode parecer estúpido, mas é verdade. Porque sinto que realmente sinto as coisas - até ao limite!

Mas gostava de encontrar algum tipo de equilibrio e penso que já estive mais longe disso. Vou continuar a esforçar-me para o alcançar, porque parece-me que é uma forma de eu alcançar um pouco mais de felicidade ou alcançar uma felicidade mais duradoura!

Além disso, hoje escrevo aqui para partilhar algo em que tenho pensado muito: tornar-me Vegan. Já sou vegetariana creio que há quase 2 anos. Primeiro deixei a carne e, meio ano depois, o peixe. Sinto que sou vegetariana desde sempre e não sinto falta de nada. Mas depois de ver o documentário "Meat the Truth" fiquei a pensar no assunto e acho que quero mesmo tornar-me vegan. Por isso vou começar a tornar-me ainda mais consciente nas minhas escolhas alimentares e a deixar de lado alguns alimentos que, na verdade não fazem falta a ninguém e que eu, por vezes, como, com muita gula (doces (com ovos), queijo, etc).

Oh Yeah, Here I Go!


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"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
"Tu que és psicóloga sabes que quem fuma erva acaba sempre por experimentar e passar para coisas mais graves"
"Tu que és psicóloga sabes que se um pai é assim o filho também vai ser, não há por onde fugir"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças mais quietas e sossegadas normalmente crescem com problemas"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

#paciênciadevegetariano

Desde que me tornei vegetariana que tenho vindo a exercitar diariamente uma competência muito importante: a paciência. É que a partir desse momento, todas as pessoas viraram especialistas em alimentação ou então passaram a achar imensa piada gozar com o facto de eu ser vegetariana. Ok, toda a gente não, mas muita, muita gente faz isso. Aqui vai uma lista do que tenho ouvido ao longo dos anos, depois de dizer que sou vegetariana:

- então, o que é que comes?
- então, e a proteína?
- comes como os coelhos?
- ai, eu não consegui comer só saladas!
- eu também já fui vegetariana por um mês.
- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
- não sei como consegues, eu não passo sem um bom bife! Ai que maravilha!
- mas de vez em quando comes carne e peixe, não é?
- e não tens problema nenhum?
- mas dá muito trabalho fazer essas comidas, não dá?
- coitado do teu namorado, também tem de comer disso, não é? deve passar uma fome!
- então lá em casa fazem dois jantares não é? Porque o teu namorado não é vegetariano!
Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…