Avançar para o conteúdo principal

Quando o amor.

Quando o amor é o que te move, tudo se torna mais leve e simples.
O amor não tem de ser o bicho de sete cabeças, causador de mil sofrimentos, como tantas vezes se canta por aí. O amor tem tudo para ser bom, bonito e espalhado pelo mundo. Nós é que temos a mania de o complicar, de dizer que é difícil, que por vezes magoa e, tantas vezes, de o guardar para nós sem o partilharmos com ninguém, sem o partilharmos muitas vezes com aqueles que são o objeto do nosso amor.
Aí é o medo que nos move e nos faz encolher e sentir pequeninos, tantas vezes. Pensamos que é amor e que é o amor que nos faz sentir assim, mas não. É o medo. E os medos existem para ser enfrentados e ultrapassados, para serem extinguidos.

Quando deixamos que o amor nos mova, tornamo-nos mais puros e genuínos. Porque aceitamos o que e quem nos rodeia. Porque vemos em tudo e em todos razões para amar e sorrir. Vemos em tudo e em todos uma beleza diferente, mesmo quando nem tudo corre como queremos. Mas quando deixamos que amor nos mova, sem medos, conseguimos sempre ver um lado positivo em tudo. Quando mais não seja o facto de sentirmos esse amor.

Para mim, o prazer da vida já não está em ser amado - apesar de gostar de ser amada, é uma sensação maravilhosa. 
Para mim, o prazer da vida está em sentir amor. Amar oferece-me uma sensação de liberdade e plenitude que não encontro de outra forma. Amar faz-me feliz e traz-me, por vezes, um pequeno travo a saudade e melancolia, que muitos crêem ser triste, mas que a mim me apaixona. Faz-me sentir viva.
É isso, amar faz-me sentir viva e não devemos viver a vida sem nos sentirmos assim.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Tu que és psicóloga...

"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
"Tu que és psicóloga sabes que quem fuma erva acaba sempre por experimentar e passar para coisas mais graves"
"Tu que és psicóloga sabes que se um pai é assim o filho também vai ser, não há por onde fugir"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças mais quietas e sossegadas normalmente crescem com problemas"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

#paciênciadevegetariano

Desde que me tornei vegetariana que tenho vindo a exercitar diariamente uma competência muito importante: a paciência. É que a partir desse momento, todas as pessoas viraram especialistas em alimentação ou então passaram a achar imensa piada gozar com o facto de eu ser vegetariana. Ok, toda a gente não, mas muita, muita gente faz isso. Aqui vai uma lista do que tenho ouvido ao longo dos anos, depois de dizer que sou vegetariana:

- então, o que é que comes?
- então, e a proteína?
- comes como os coelhos?
- ai, eu não consegui comer só saladas!
- eu também já fui vegetariana por um mês.
- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
- não sei como consegues, eu não passo sem um bom bife! Ai que maravilha!
- mas de vez em quando comes carne e peixe, não é?
- e não tens problema nenhum?
- mas dá muito trabalho fazer essas comidas, não dá?
- coitado do teu namorado, também tem de comer disso, não é? deve passar uma fome!
- então lá em casa fazem dois jantares não é? Porque o teu namorado não é vegetariano!
Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…