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O meu voto :)

Depois de muita reflexão, chegou o dia de ir votar e lá fui. Votei e senti-me tranquila. Sabia perfeitamente em quem não ia votar, nunca votei neles, não posso dizer que nunca votarei, mas acho pouco provável. Nunca estive muito ao lado dos grandes partidos e mesmo entre os maiores, sempre apoiei mais os pequenos. 
Desta vez surgiu a oportunidade de votar num partido diferente, pequeno, novo. Estive na dúvida, voto neles, valerá a pena o meu voto num partido novo e tão pequeno? E depois concluí: "Claro que sim! Se eles defendem aquilo em que eu acredito ou pelo menos são os que estão mais próximo disso, vale a pena! O que não faz sentido é votar num partido em que não acredito a 100% só para não 'desperdiçar' o meu voto num partido que 'não tem hipóteses' como muita gente me disse...".
E, depois de ontem ouvir algumas conversas, depois de ouvir pessoas a gozar com este pequeno grande partido, percebi que era mesmo neles que queria votar, pois os seus ideais fazem falta a esta sociedade.
Tenho pena que Portugal ande sempre a saltar de um precipício para outro, parece que só vemos dois partidos à frente e andamos sempre nisto.
Votei PAN - tinha outros dois partidos que também defendem ideias interessantes, mas escolhi este e não me arrependo, pode ser pequeno, mas precisamente por isso é que o meu voto conta.

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"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
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"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

#paciênciadevegetariano

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- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
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- então lá em casa fazem dois jantares não é? Porque o teu namorado não é vegetariano!
Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…