Avançar para o conteúdo principal
Estou num daqueles momentos de novo.
Naqueles momentos em que percebes que precisas de voltar a focar-te em ti, nos teus objetivos, na tua vida.
Há muita coisa que eu procuro, que eu quero alcançar.
Também há muita coisa que eu não sei. Não sei se quero. Não sei se gosto. Não sei se estou pronta.
Há outras coisas que sei. 
Há coisas que acho que sei hoje e amanhã provavelmente já não.
Há coisas que não sei e vou acabar por descobrir que, no fundo, sempre soube.

Tenho a mania de me atirar de cabeça, de mergulhar na onda, de saltar sem medo. Sempre o fiz e continuarei a fazê-lo. Mas também tenho de saber recuperar o pé e aterrar direito. Há alguns sentimentos com os quais ainda não sei lidar muito bem... por exemplo, com as saudades.
Não sei muito bem lidar com o facto de querer estar com uma pessoa e não ser possivel. Não sei lidar com aquele aperto no peito, que sinto quando a vontade de gritar e de chorar surgem ao mesmo tempo. Não sei lidar com o vazio que sinto às vezes e que não consigo preencher com nada. Porque não se preenche de um dia para o outro. Vai-se preenchendo aos bocadinhos, conforme a saudade vai esmorecendo e descansando.

Mas sei dar liberdade e sei ser livre e sei que isso é umas das coisas que quero para a minha vida. Sei amar as pessoas sem pedir nada em troca, sem pressão, sem condições. Às vezes, até amo as pessoas sem elas saberem e continuam sem saber mesmo depois de lhes dizer. Acho que algumas pessoas acham que o amor incondicional não existe. Por isso não o reconhecem. Sei que às vezes as pessoas preferem um amor mais possessivo e com condições, porque dessa maneira sentem que a pessoa "realmente as ama". Mas eu já não sei amar dessa maneira. Só sei amar de coração inteiro e sem deixar que a razão interfira. O meu amor é puro, isso eu sei, mesmo que as pessoas não o vejam e achem que ele não existe e que por isso o tratam como se fosse outra coisa qualquer.

Eu sei que é assim. Já o vi acontecer e não há problema. Porque o amor não é igual para todos. E nem todos procuramos o mesmo. Também já sei isso. Também sei que não quero deixar de amar assim. Porque é assim que faz sentido para mim. E um dia, há-de fazer sentido para mais alguém.

Mas, para já... só para já... Vou voltar ao meu canto.Aos meus pensamentos, aos meus objetivos e focar aí a minha energia. E quando a saudade apertar e tiver muita vontade de estar com quem não posso, vou pensar com carinho, muito carinho e com um sorriso na cara. 

Porque não faz sentido ser de outra maneira. 
Isso eu sei.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Tu que és psicóloga...

"Tu que és psicóloga..."
É o início de uma frase que me irrita bastante e que normalmente, na minha experiência, antecede um conjunto de disparates que as pessoas acham, que eu que sou "psicóloga" "sei" que obviamente são a verdade mais correta e óbvia deste mundo.

"Tu que és psicóloga sabes que as crianças com pais separados são assim..."
"Tu que és psicóloga sabes que quem fuma erva acaba sempre por experimentar e passar para coisas mais graves"
"Tu que és psicóloga sabes que se um pai é assim o filho também vai ser, não há por onde fugir"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças mais quietas e sossegadas normalmente crescem com problemas"
"Tu que és psicóloga sabes que as crianças irrequietas depois acabam por ter mau aproveitamento, problemas na escolas e comportamentos de risco"
"Tu que és psicóloga, dá-me lá a tua opinião sobre o meu filho/a minha amiga/o meu pai/o meu patrão/etc.."

São só alguns…

#paciênciadevegetariano

Desde que me tornei vegetariana que tenho vindo a exercitar diariamente uma competência muito importante: a paciência. É que a partir desse momento, todas as pessoas viraram especialistas em alimentação ou então passaram a achar imensa piada gozar com o facto de eu ser vegetariana. Ok, toda a gente não, mas muita, muita gente faz isso. Aqui vai uma lista do que tenho ouvido ao longo dos anos, depois de dizer que sou vegetariana:

- então, o que é que comes?
- então, e a proteína?
- comes como os coelhos?
- ai, eu não consegui comer só saladas!
- eu também já fui vegetariana por um mês.
- eu já tentei, mas tenho anemia crónica.
- não sei como consegues, eu não passo sem um bom bife! Ai que maravilha!
- mas de vez em quando comes carne e peixe, não é?
- e não tens problema nenhum?
- mas dá muito trabalho fazer essas comidas, não dá?
- coitado do teu namorado, também tem de comer disso, não é? deve passar uma fome!
- então lá em casa fazem dois jantares não é? Porque o teu namorado não é vegetariano!
Decidi desistir da frustração e passar a focar-me no que de bom tem a minha realidade. Há aspetos da vida aos quais, às vezes, damos demasiada importância, ignorando o que nos corre bem. Alguns verão esta minha atitude como pessimista ou conformista, talvez seja. Mas eu não desisti de procurar emprego na minha área, desisti sim de me sentir frustrada e desanimada, dia após dia. Para os empregadores que andam por aí, continuo 100% motivada para ser psicóloga! Mas a minha felicidade não pode depender de ter trabalho na minha área e, portanto a vida tem de andar para a frente. E, no meio de envio de currículos para os mais variados locais, dentro e fora da minha área de residência, dedico-me a tentar ser cada vez melhor nas minhas funções enquanto profissional, no trabalho temporário que entretanto encontrei, e como voluntária. Porque a vida é agora, é o hoje e hoje eu trabalho neste local e sou voluntária desta associação, e ambos merecem a minha dedicação e respeito, ambos merecem que se…